Gilmar Mendes diz que pedidos de suspeição não devem prosperar no julgamento de Bolsonaro, considerado mais grave que o Mensalão, envolvendo tentativa de golpe.

Análise de Suspeição no Julgamento

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou recentemente que não há razão para o impedimento de ministros no julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa de Bolsonaro havia apresentado um pedido para afastar os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino do processo, que será julgado pela Primeira Turma da Corte. No entanto, Mendes considera que esses pedidos não devem prosperar, pois não há justificativa para a suspeição ou impedimento dos ministros.

Declarações de Gilmar Mendes

“Não vejo que isso vá funcionar. É natural e legítimo que se faça. Não parece que haja razão para a suspeição ou impedimento”, destacou Mendes. Ele também ressaltou que os pedidos de suspeição não podem ser usados como estratégia para afastar os relatores dos processos.

Comparação com o Mensalão

A denúncia contra Bolsonaro é considerada mais grave do que o escândalo do Mensalão, que envolveu corrupção e compra de votos. No caso de Bolsonaro, as acusações incluem tentativa de golpe de Estado, com planos para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. Mendes classificou o trabalho da Polícia Federal como “exemplar” e afirmou que a delação do tenente-coronel Mauro Cid, um dos principais colaboradores da investigação, está “lastreada em fatos”.

Perspectivas da Defesa de Bolsonaro

A defesa de Bolsonaro deve tentar anular a delação de Cid, alegando que ele foi pressionado psicologicamente por Moraes. No entanto, Mendes não vê possibilidade de anulação do acordo de colaboração premiada, pois as informações apresentadas por Cid são consistentes com as investigações realizadas pela PF.

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