Gleisi Hoffmann afirma que Ricardo Lewandowski comunicou Lula sobre contratos privados de consultoria
Ao ser indagada se o antigo ministro havia avisado sobre o contrato com o Banco Master, a ministra supõe que Lewandowski “deve ter avisado” Lula; escritório de Lewandowski recebeu R$ 5 milhões do banco.
De acordo com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, Ricardo Lewandowski, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, informou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os serviços de consultoria que prestava a empresas quando foi convidado para assumir a pasta em 2024.
“Quando o presidente convidou o ministro Lewandowski, ele sabia que o ministro tinha contratos privados. O ministro informou que ia cumprir a lei e desvencilhar-se de todos os contratos, o que fez. Não há problema, irregularidade nenhuma, crime nenhum em ele ter contratos de consultoria. O ministro prestou relevantes serviços para o país”, afirmou Gleisi.
Ao ser perguntada se Lewandowski notificou especialmente sobre o contrato com o Banco Master, a ministra respondeu que o ex-ministro “deve ter avisado” Lula. A afirmação foi feita durante um encontro da ministra com jornalistas nessa quarta-feira.
Gleisi declarou que Lewandowski seguiu a lei e se desligou de consultorias privadas. O escritório do advogado recebeu R$ 5 milhões do Banco Master para prestação de serviços de consultoria jurídica.
O contrato permaneceu mesmo após assumir o cargo de ministro da Justiça em fevereiro de 2024. Conforme divulgado pelo portal “Metrópoles”, Lewandowski estabeleceu um contrato com o banco de Daniel Vorcaro por recomendação do senador Jaques Wagner (PT-BA).
Gleisi minimizou a tentativa da oposição de conectar o governo de Lula ao caso do Banco Master e apoiou as ações do Banco Central e a investigação da Polícia Federal.
“O governo tem mostrado que está empenhado em saber as responsabilidades dessa fraude e punir. Foi na gestão do Galípolo, do Banco Central, que se deu a intervenção do banco, da liquidação, e foi na gestão do Ministro Levandowski que a Polícia Federal fez uma apuração rigorosa, inclusive com a prisão do presidente do Master”, afirmou a ministra.
Conforme Gleisi, a saída de Lewandowski do ministério não envolve as investigações relacionadas ao Banco Master. No começo do ano, Lewandowski solicitou demissão do cargo e entregou ao presidente Lula uma carta de saída do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Na carta, destacou que a saída se deve a “razões de caráter pessoal e familiar” e que desempenhou “as atribuições do cargo com zelo e dignidade”.
“As coisas não estão relacionadas. De maneira nenhuma têm relação com isso. O ministro Lewandowski pediu pra sair, já tinha há algum tempo falado com o presidente, queria descansar, achou que já tinha cumprido a sua missão, a sua função, queria dedicar-se à família”, declarou Gleisi.




