Goiânia: vendas imobiliárias crescem 12,7% no 1º trimestre

Goiânia: vendas imobiliárias crescem 12,7% no 1º trimestre

O mercado imobiliário de Goiânia cresceu três vezes mais que a média nacional no primeiro trimestre de 2026. Enquanto as vendas no Brasil avançaram 4,1% no período, a capital goiana registrou alta de 12,7% no número de unidades comercializadas, totalizando 2.882 imóveis vendidos.

“Goiás cresce acima da média nacional há quase duas décadas consecutivas, impulsionado por uma economia diversificada e resiliente. O crescimento populacional do estado foi de 20% entre os dois últimos censos, contra apenas 7% na média nacional”, afirma Credson Batista, diretor de Pesquisas e Estatísticas da Ademi-GO.

Por que Goiânia se destaca?

Nacionalmente, 49% das vendas foram realizadas dentro do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). No Centro-Oeste, o índice é de 34%. Em Goiânia, apenas 26% das unidades comercializadas estão enquadradas no MCMV, o que representa menos de 750 unidades. A capital goiana tem mostrado um perfil de vendas mais voltado ao mercado de média e alta renda.

Na avaliação do presidente da Ademi-GO, Felipe Melazzo, a explicação para o descompasso está nas condições de aprovação de projetos na capital. “Nossa capital está perdendo um potencial enorme de fornecer moradia digna para a população que mais precisa. O que falta é destravar o processo de aprovação para que os projetos possam sair do papel”, afirma. Saiba mais sobre o mercado em Goiânia.

O que dizem os preços e o Plano Diretor?

O preço médio do metro quadrado em Goiânia registrou crescimento de 3,6% apenas nos três primeiros meses de 2026, chegando a R$ 10.914/m². Considerando os bairros Marista, Bueno, Oeste e Jardim Goiás, o valor médio alcança R$ 12.881/m², com o Marista liderando ao atingir R$ 13.462/m².

Fernando Razuk, presidente do Conselho da Ademi-GO, destaca que a revisão do Plano Diretor reduziu o aproveitamento construtivo das áreas da cidade em 7,5 vezes. “O terreno passa a custar pelo menos 33% a mais na conta, pois onde antes se faziam 100 unidades hoje só conseguimos implantar 75.” A situação também impacta a Região Metropolitana de Goiânia, que acaba absorvendo parte da demanda por moradias mais acessíveis.

Os dados do primeiro trimestre reforçam a pujança do mercado imobiliário goianiense, mas também evidenciam desafios regulatórios que limitam a oferta de imóveis populares na capital. A expectativa do setor é de que haja avanços na revisão de normas urbanísticas para equilibrar crescimento e inclusão.

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