Jornal Diário do Estado

Goiás confirma mais 38 casos de varíola dos macacos e número de infectados chega a 174

Dados são do boletim informativo da divulgado pela SES. Pasta ainda aguarda resultado de exames 357 possíveis contaminados

Goiás já tem 174 casos confirmados de Monkeypox, segundo boletim informativo da divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-GO) desta quarta-feira, 24. Além disso, a pasta ainda aguarda resultado de exames 357 possíveis infectados e 16 possíveis casos são monitorados.

As suas primeiras confirmações da doença no estado ocorreram no dia 9 de julho. Dentro de 30 dias, houve um aumento de 2550%. Uma semana depois, Goiás já estava em transmissão comunitária com 136 infectados em dez municípios. Em menos de uma semana, outros 38 casos foram confirmados, colocando o estado na classificação de risco nível III.

Informe Monkeypox – Goiás (Foto: Divulgação / SES-GO)

Essa classificação é considerada a de mais alta de risco, quando há confirmação de transmissão local. Diante disso, a SES divulgou um plano de contingência que formalizou uma série de medidas e orientações para rastrear e restringir a doença no território goiano.

Conforme o documento, a classificação de risco da Varíola dos Macacos se divide em nível I (Alerta), que corresponde a uma situação em que o risco de introdução da doença seja elevado e não apresenta casos suspeitos; nível II (Perigo Iminente), detecção de caso suspeito e/ou confirmado com transmissão importada, mas sem registros secundários, e nível III (Emergência de Saúde Pública), em que ocorre a transmissão local.

Plano de contingência

O plano de contingência, conforme a SES, é baseado na classificação nível III, uma vez que a transmissão da varíola já acontece por contato de pessoa para pessoa dentro do estado “com transmissão comunitária, e ainda não há no território nacional disponibilidade de medidas de imunização e de tratamento.”

O documento detalha as estratégias de identificação, notificação, monitoramento e tratamento de pacientes com confirmação e suspeita da doença.

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, todas essas medidas já vêm sendo tomadas. “As indicações técnicas reforçam as medidas que Goiás já estava adotando desde o começo dos registros da Monkeypox no Brasil, como manter uma Sala de Situação, agora ampliada no COE, as capacitações e definições de rede de atenção”, explica.

A SES definiu os hospitais de referência e tem capacitado sistematicamente os profissionais da área para identificar os casos e fazer o diagnóstico diferencial da monkeypox. Todos os informes sobre o registro de casos, legislações, notas técnicas e o Plano de Contingência podem ser acessados no link: www.saude.go.gov.br/monkeypox.

A doença tem baixa letalidade e registrou apenas um óbito no Brasil, de paciente imunossuprimido com histórico de quimioterapia. Goiás não tem nenhum óbito nem caso grave em adultos ou bebês, mas a SES alerta para a necessidade de cuidado redobrado por parte de pessoas imunossuprimidas e gestantes.

Prevenção

A principal forma de proteção é o isolamento da pessoa infectada (especialmente na presença de lesões na pele ou mucosas, que podem ser confundidas com herpes, afta ou catapora) até que seja feito o exame laboratorial confirmando ou não a doença.

Deve-se evitar o contato com pessoas contaminadas, especialmente os contatos mais íntimos, separando objetos de uso pessoal. Profissionais de saúde devem usar Equipamentos de Proteção Individual no manejo dos pacientes e orientá-los quanto ao isolamento de 21 dias ou até que as lesões cicatrizem totalmente. O tratamento atual refere-se aos sintomas da varíola e na grande maioria dos casos não há necessidade de internação.