Jornal Diário do Estado

Goiás registra mais uma morte por gripe Influenza

Neste ano, 173 pessoas no estado já foram infectadas pela doença. Alta de hospitalizações e baixa adesão à campanha de vacinação preocupam autoridades

O número de mortes por gripe influenza em Goiás totalizou 14 nesta quinta-feira, 27. A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO) no dia seguinte à divulgação de mais um óbito. A orientação das autoridades é que o público-alvo formado por 2,5 milhões de goianos se vacine para evitar casos graves e complicações em decorrência da doença. O perfil das vítimas é de idades entre 7 dias e 77 anos e ainda histórico de comorbidades. 

 

“Quanto mais rápido as pessoas se vacinarem, mais rápido elas estarão protegidas. Não podemos aceitar que que tenhamos mortes por doenças preveniveis por vacinas, hoje em dia”, alerta a superintendente de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim. 

 

As três vítimas mais recentes eram de Catalão, Abadiânia e Ipameri. O cenário epidemiológico é de mais pessoas hospitalizadas por causa da gripe e baixa cobertura vacinal contra a doença, que alcançou apenas 14% da meta em Goiânia em aproximadamente dez dias do início da campanha nacional. Neste ano já foram registrados 173 casos da doença. Em 2022, o total foi de 15 mil casos e 184 mortes em decorrência da doença.

 

De acordo com a SES-GO, sete casos estão relacionados à Influenza B Victoria, cinco ligados à  Influenza A de subtipo H1N1 e um à linhagem desconhecida da Influenza B. A Fiocruz aponta que os tipos A e B são mais propícios a provocar epidemias sazonais, enquanto o vírus do tipo C costuma provocar alguns casos mais leves. A Influenza A também tem o subtipo H3N2 e  a Influenza B se subdivide ainda em Yamagata.

 

Embora possuam diferenças genéticas, todos os tipos podem provocar sintomas parecidos, como febre alta, tosse, garganta inflamada, dores de cabeça, no corpo e nas articulações, calafrios e fadigas. A principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país, especialmente entre crianças abaixo de cinco anos de idade, grávidas e idosos.

 

Goiânia tem 50 mil doses disponibilizadas em 58 salas de vacina em diversas regiões da cidade. A meta é imunizar pelo menos 90% do público-alvo contra a gripe. “A Influenza é uma infecção viral aguda, altamente transmissível e que, na sua forma mais grave, pode levar a óbito, e a vacina tem o poder de produzir anticorpos que minimizam a carga viral e previne o surgimento de complicações”, afirma o secretário de Saúde de Goiânia, Durval Pedroso.

 

Dose da saúde

 

A vacinação em 2023 foi atualizada com as cepas que mais circularam no ano anterior, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O imunizante da campanha neste ano é composto por dois vírus influenza tipo A (H1N1 do subtipo Sidney e H2N3 do subtipo Darwin) e uma cepa do tipo B, da linhagem Victoria.

 

Os grupos prioritários autorizados a receberem a dose até o dia 31 de maio inclui idosos a partir dos 60 anos, trabalhadores da saúde, crianças de 6 meses a 6 anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, professores, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, passageiros urbanos e de longo curso, trabalhadores portuários, forças de segurança e salvamento, Forças Armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade, população privada de liberdade com mais de 18 anos de idade e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas.