Goiás registra melhor desempenho do mercado de trabalho em 2025, aponta PNAD Contínua

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Goiás alcançou em 2025 o melhor resultado de sua série histórica no mercado de trabalho, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua Anual), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisada pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB). Os indicadores mostram avanços consistentes na renda, na ocupação e na formalização, consolidando um cenário positivo para a economia goiana.

Para o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, os resultados refletem a consistência das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e à atração de investimentos no estado. “Goiás tem conseguido combinar crescimento econômico com geração de oportunidades reais para a população. Esses números mostram que estamos avançando na direção certa, com um ambiente favorável aos negócios, estímulo à formalização e políticas que fortalecem o mercado de trabalho e a renda das famílias goianas”, destacou.

Logo após o período mais desafiador da pandemia, o estado apresentou uma recuperação robusta e sustentada. O rendimento médio do trabalhador atingiu R$ 3.628, o maior valor dos últimos 13 anos e, pela primeira vez, superou a média nacional, estimada em R$ 3.560. Em comparação a 2019, Goiás registrou a terceira maior variação relativa do país, com crescimento de 28,2%, além do maior aumento absoluto entre as unidades da federação, com ganho real de R$ 797.

A melhora na renda também se refletiu na massa de rendimentos, que alcançou R$ 13,9 bilhões em 2025 – o maior volume desde o início da série, em 2012. Apenas no último ano, o aumento foi de R$ 1,2 bilhão, o equivalente a uma alta de 9,5%, acima da média nacional (7,5%). No acumulado desde 2019, o crescimento foi de R$ 4,5 bilhões, o que representa uma expansão de 47,6%, desempenho que coloca Goiás entre os estados com maior dinamismo do país.

Queda do desemprego

No mercado de trabalho, o número de pessoas desocupadas caiu para 188 mil, o menor patamar da série histórica. Desde 2019, cerca de 219 mil goianos deixaram a condição de desemprego. Com isso, a taxa de desocupação recuou para 4,6% em 2025, o menor nível em 13 anos, aproximando-se de indicadores de economias desenvolvidas, como os Estados Unidos (4,3%), e ficando abaixo da média dos países da OCDE (5,0%).

Outro destaque é a redução da informalidade. A taxa caiu para 35,1%, também a menor da série, mantendo Goiás entre as sete unidades da federação com menor nível de informalidade e abaixo da média nacional (38,1%). Entre 2019 e 2025, cerca de 40 mil trabalhadores deixaram a informalidade no estado, movimento oposto ao registrado no Brasil, onde houve aumento de 924 mil trabalhadores informais no mesmo período.

A participação da população no mercado de trabalho também cresceu. A taxa de participação chegou a 67,2%, colocando Goiás na quinta posição do ranking nacional, atrás apenas do Distrito Federal, Mato Grosso, Santa Catarina e São Paulo. O resultado supera em 4,5 pontos percentuais a média nacional.

Já o nível de ocupação atingiu 64,0% em 2025, o terceiro melhor desempenho da série histórica. O estado contabilizou 3,862 milhões de pessoas ocupadas – o maior contingente já registrado – com a geração de quase meio milhão de novos postos de trabalho desde 2019.

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