Goinfra terá de justificar instalação de radares com comprovação de estudo técnico

Em até um mês, a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) terá de comprovar a necessidade de instalação de radares de velocidade nas rodovias do estado. O pedido do Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO) considera um processo aberto que questiona um pregão eletrônico para escolha de empresa para montagem e manutenção dos aparelhos.

A modalidade de licitação exige estudos técnicos de pontos sensíveis para justificar “indicadores de causas e efeitos dos acidentes, a exemplo do Índice de Severidade adotado pelo DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] e atendimento às disposições da lei nacional de licitações e ao princípio da eficiência”. Por isso, o leilão de preços realizado há dois anos pelo valor superior a R$ 69,5 milhões estaria em desacordo com a legislação.

O TCE-GO também arbitrou prazo de até 180 dias para que a Goinfra avalie os atuais radares de velocidade. O objetivo é constatar se realmente estão funcionando para avaliar a possibilidade de retirada, remanejamento ou manutenção dos equipamentos para regiões com mais necessidade.

Questionada pela reportagem do Diário do Estado, a assessoria de imprensa da Agência informou que acatará a decisão do tribunal. “ A instalação desse tipo de equipamento é precedida de estudo técnico de viabilidade, que ocorre, em grande parte dos casos, em atendimento às solicitações de sinalização da própria população”, pontuaram.

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BYD cancela contrato com empreiteira após polêmica por trabalho escravo

Na noite de segunda-feira, 23, a filial brasileira da montadora BYD anunciou a rescisão do contrato com a empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda., responsável pela construção da fábrica de carros elétricos em Camaçari, na Bahia. A decisão veio após o resgate de 163 operários chineses que trabalhavam em condições análogas à escravidão.

As obras, que incluem a construção da maior fábrica de carros elétricos da BYD fora da Ásia, foram parcialmente suspensas por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia. Desde novembro, o MPT, juntamente com outras agências governamentais, realizou verificações que identificaram as graves irregularidades na empresa terceirizada Jinjiang.

Força-tarefa

Uma força-tarefa composta pelo MPT, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), resgatou os 163 trabalhadores e interditou os trechos da obra sob responsabilidade da Jinjiang.

A BYD Auto do Brasil afirmou que “não tolera o desrespeito à dignidade humana” e transferiu os 163 trabalhadores para hotéis da região. A empresa reiterou seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores.

Uma audiência foi marcada para esta quinta-feira, 26, para que a BYD e a Jinjiang apresentem as providências necessárias à garantia das condições mínimas de alojamento e negociem as condições para a regularização geral do que já foi detectado.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sua embaixada e consulados no Brasil estão em contato com as autoridades brasileiras para verificar a situação e administrá-la da maneira adequada. A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, em Pequim, destacou que o governo chinês sempre deu a maior importância à proteção dos direitos legítimos e aos interesses dos trabalhadores, pedindo às empresas chinesas que cumpram a lei e as normas.

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