Goleiros ignoram nova regra na 1ª rodada do Brasileirão: oito segundos de cera.

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Acabou a cera dos goleiros? Veja como foi a aplicação da nova regra no Brasileirão. A nova determinação entrou em vigor a partir da primeira rodada, mas jogadores ainda abusam do limite de oito segundos. Oito segundos? Goleiros e árbitros ignoram nova regra na 1ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Ainda falta um jogo a ser disputado, mas já é possível afirmar: a nova regra para evitar a cera dos goleiros não foi cumprida com rigor na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Nenhuma infração foi marcada e foram vários os casos de goleiros – e árbitros – que praticamente ignoraram a orientação. A nova regra determina que o árbitro marque um escanteio para o time adversário caso o goleiro segure a bola por mais de oito segundos. O árbitro deve sinalizar com as mãos a contagem dos cinco segundos finais, o que até chegou a ocorrer em alguns jogos. A contagem passa a valer quando o jogador está com o controle total da bola, até mesmo deitado.

Em Juventude 2×0 Vitória, no sábado, no Alfredo Jaconi, o árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva abriu a contagem para o goleiro Marcão, do Juventude, aos 20 minutos do primeiro tempo, quando o time gaúcho já vencia por 1 a 0. Ramon Abatti Abel adotou o mesmo procedimento em Palmeiras 0x0 Botafogo. Aos 48 minutos do segundo tempo, John, do Botafogo, aparou um cruzamento para a área e se jogou ao chão com a bola.

Em outros jogos, goleiros também ficaram mais de oito segundos com a bola em mãos sem que fossem advertidos pela arbitragem e a contagem fosse aberta pelo árbitro. A reportagem do de separou quatro lances, além do registrado com John. Na partida Grêmio x Atlético-MG, o goleiro Thiago Volpi, do Grêmio, infringiu a regra em algumas oportunidades. No confronto Flamengo x Internacional, o goleiro Rochet, do Internacional, ficou com a bola na mão por 17 segundos aos 45 do segundo tempo.

A regra antiga era mais rigorosa e orientava a arbitragem a marcar tiro livre indireto para a equipe adversária toda vez que o goleiro demorasse mais de seis segundos com a bola nas mãos. Como muitas vezes resultaria em um lance de perigo e dificilmente os árbitros marcavam, a Fifa aumentou dois segundos no tempo e trocou a punição para um escanteio. Um dos objetivos com a medida é aumentar o tempo de bola rolando nos jogos. A Fifa considera ideal ao menos 60 minutos de bola em jogo.

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