Golpe de R$ 4 milhões com evento de luxo usando nome de grife: suspeitos são presos

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Suspeitos de dar golpe de R$ 4 milhões com evento de luxo usando nome de grife são presos

A suspeita apontada como líder de um grupo de estelionatários que estava montando um evento fictício de luxo usando o nome de uma famosa grife europeia criou uma personagem portuguesa para enganar as vítimas, segundo a Polícia Civil. O suposto baile de máscaras aconteceria no Centro de Cultura, Esporte e Lazer (CEL) da OAB-GO, em Aparecida de Goiânia. Mas tudo não passava de uma farsa, segundo a delegada Lara Soares, responsável pela investigação.

A líder do grupo é Mayara Cristina Constantino Machado, de 33 anos, que se apresenta nas redes sociais como consultora de imagem e estilo. Ela e os outros integrantes do grupo foram presos na quarta-feira (18), mas a Justiça determinou que fossem soltos, na tarde de quinta-feira (19), porque considerou ilegais as prisões em flagrante, realizadas na casa deles sem mandado judicial. Os três, porém, terão que usar tornozeleira eletrônica, além de cumprir outras medidas cautelares.

Marido e cunhada envolvidos

Os outros integrantes do grupo são o marido de Mayara e a cunhada dela, irmã dele. A polícia não divulgou as suas identidades. Segundo a delegada, a prisão foi necessária porque as investigações apontaram para um risco real de fuga.

Mayara é paraense, mas mora em Goiânia há cerca de três anos. O marido, que recebia o dinheiro do esquema, foi servidor público federal, mas pediu exoneração do cargo, de acordo com a delegada. O casal está junto há cerca de oito anos.

Consultora de imagem e estilo

Segundo a delegada, Mayara usava o seu perfil no Instagram para abordar as vítimas, tanto para vender as supostas bolsas da marca quanto para convidá-las para o evento, que aconteceria no próximo sábado, 21 de março. O luxo do baile seria tanto que, segundo Lara, a estimativa era que ele custaria cerca de R$ 12 milhões e teria até shows de cantores sertanejos famosos.

O perfil do Instagram de Mayara possui mais de 7 mil seguidores. Nele, a suspeita se define da seguinte forma: “um perfil que não foca em te ensinar a se vestir de forma elegante, mas, sim, de forma autêntica e intencional”.

Até o momento, o trio deve responder pelo crime de estelionato, mas a polícia investiga se houve outros crimes, como associação criminosa e crime contra a propriedade imaterial, ou seja, relacionado a direitos autorais e industriais de uma marca.