Golpe do falso emprego: vítimas relatam extorsão e violência em entrevistas

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Vítimas de golpe do falso emprego relatam extorsão e violência em entrevistas: ‘Me mostrou um canivete’

Criminosos se passam por recrutadores, atraem desempregados com falsas entrevistas e exigem pagamentos. Polícia investiga casos de estelionato e extorsão.

Criminosos estão aplicando um novo golpe em pessoas desempregadas no Rio de Janeiro ao se passarem por recrutadores de empresas de recursos humanos. As vítimas são atraídas por falsas promessas de emprego, chamadas para entrevistas presenciais e, ao chegar ao local, pressionadas a pagar taxas para participar de supostos processos seletivos.

Em alguns casos, há relatos de ameaças e violência. Uma das vítimas contou ao RJ2 que teve que pagar uma taxa de R$ 1 mil. A Polícia Civil investiga os crimes e alerta para os riscos desse tipo de abordagem.

Jenifer Brandão estava desempregada desde novembro do ano passado e só queria começar 2026 com um novo trabalho. No início de janeiro, ela recebeu um telefonema que reacendeu a esperança. Segundo os golpistas, a vaga seria intermediada por uma empresa chamada Fasano Gestão Profissional, supostamente especializada em recursos humanos e seleção de currículos pela internet. A entrevista foi marcada em uma sala comercial dentro de um prédio no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Jenifer compareceu no horário combinado e foi recebida por um homem que se identificou como Marcelo Alves.

Durante a conversa, ele falou sobre uma vaga em uma grande construtora e destacou benefícios e salário. Em seguida, passou a tratar de valores que, segundo ele, seriam referentes a contratos. A engenheira disse que, naquele momento, percebeu que se tratava de um golpe.

A abordagem por site de empregos também tem sido uma prática dos golpistas. Karina Novaes, que atua nas áreas de recursos humanos e biomedicina, está há um ano e meio em busca de uma oportunidade. No início desta semana, ela cadastrou o currículo em mais uma plataforma de vagas. Após responder, Karina recebeu informações detalhadas sobre salário, carga horária e funções. Mas, ao longo da conversa, algo chamou atenção.

Além do prejuízo financeiro, as vítimas relatam impactos emocionais profundos após passarem por esses golpes. A reportagem procurou o Américas Avenue Business Square, onde ocorreu uma das entrevistas, mas não teve retorno. O InfoJobs também foi acionado, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. Em contato com o RJ2, o Grupo Fasano informou que não possui qualquer relação com a empresa citada pelas vítimas e ressaltou que não cobra, em nenhuma hipótese, pagamentos relacionados a processos seletivos.

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