Golpe em venda de colchões no Paraná deixa mais de 50 vítimas e prejuízo de R$ 300 mil: loja não entregou produtos e fechou

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Mais de 50 pessoas denunciam golpe na venda de colchões em loja do Paraná; prejuízo das vítimas somado passa dos R$ 300 mil

Clientes pagaram por produtos que não foram entregues. Loja fechou e caso é investigado pela Polícia Civil de Toledo como estelionato. Fabricante afirma que loja não tem autorização e fez “vendas fictícias”.

Um golpe na venda de colchões em Toledo, no oeste do Paraná, fez mais de 50 vítimas e tem um prejuízo estimado em mais de R$ 300 mil, segundo investigação da Polícia Civil do Paraná.

De acordo com a polícia, os consumidores relatam que foram até uma loja de colchões na cidade e compraram produtos diversos, mas não receberam as mercadorias. Após a venda, os clientes afirmam que não conseguiram mais contato com a empresa, que fechou as portas sem aviso.

Segundo os registros, os valores pagos variam entre R$ 1 mil e R$ 10 mil. A maioria das compras foi parcelada no cartão de crédito.

De acordo com o delegado Rodrigo Baptista Santos, as vendas ocorreram principalmente nos meses de novembro e dezembro.

> “[Os responsáveis pela loja] realizaram diversas vendas e não entregaram qualquer desses produtos e ainda fecharam a loja sem dar qualquer explicação a esses clientes. Um caso característico do crime de estelionato que está sendo devidamente apurado”, afirmou.

De tenta contato com os responsáveis pela loja.

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UMA DAS VÍTIMAS TEVE PREJUÍZO DE QUASE R$ 7 MIL

Ana Márcia Sato contou ao G1 que realizou a compra de uma cama de casal com colchão de espuma na loja no dia 27 de novembro do ano passado. Ela pagou R$ 6.900 e não recebeu o pedido.

“Um funcionário da loja compareceu ao escritório onde trabalho para passar o cartão de crédito. Quando a entrega começou a demorar, eu entrei em contato com a empresa e não tive retorno. Depois me informaram que eu teria que solicitar entrega direto com a fabricante e foi aí que me informaram que se tratava de um golpe”, relatou ela,

Ana Márcia é uma das mais de 50 pessoas que registraram boletim de ocorrência sobre o caso.

FABRICANTE SE MANIFESTOU

A empresa citada nos boletins se apresentava como loja exclusiva da marca Castor em Toledo. Segundo nota emitida pela Castor, a loja não tinha autorização vigente para vender produtos da marca no período citado.

Em documento oficial, a Indústria e Comércio de Colchões Castor Ltda. esclareceu que o contrato com a M R Secretti Colchões LTDA foi rescindido em 30 de outubro de 2025. A partir dessa data, a empresa perdeu o direito de comercializar produtos da marca ou utilizar sua identidade visual.

Mesmo assim, segundo a fabricante, as vendas continuaram de forma indevida, mesmo sem a compra de produtos junto à fábrica. Ou seja, segundo a Castor, a fábrica realizava “venda fictícia e prejuízo ao consumidor”.

A Castor orientou que os consumidores solicitem o cancelamento das compras feitas no cartão de crédito. A empresa informou ainda que adotou medidas judiciais para impedir o uso indevido da marca e que presta orientações aos clientes que entram em contato diretamente com a indústria.

O inquérito policial está em fase final de apuração e deve resultar nos indiciamentos e nas medidas cabíveis.

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