Governadora de PE fala sobre denúncia de monitoramento ilegal de secretário do Recife

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Dentro da legalidade’, diz Raquel Lyra após denúncia sobre monitoramento de
secretário do Recife pela polícia

Carro oficial usado pelo chefe de Articulação Política e Social do município,
Gustavo Queiroz Monteiro, foi rastreado por policiais civis durante dois meses.
Governadora falou sobre o caso em evento nesta terça-feira (27).

Raquel Lyra fala sobre denúncia de monitoramento ilegal de secretário do Recife
[https://s02.video.glbimg.com/x240/14292425.jpg]

Raquel Lyra fala sobre denúncia de monitoramento ilegal de secretário do Recife

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra
[https://g1.globo.com/politica/politico/raquel-texeira-lyra/] (PSD
[https://g1.globo.com/politica/partido/psd/]), falou, nesta terça-feira (27),
sobre a denúncia de que a Polícia Civil monitorou, de forma supostamente ilegal,
o chefe de Articulação Política e Social do Recife
[https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/01/26/governo-de-pe-nega-denuncia-sobre-espionagem-de-secretario-do-recife-advogado-questiona-legalidade-e-metodologia.ghtml],
Gustavo Queiroz Monteiro. Segundo a gestora, tudo foi feito conforme a lei (veja
vídeo acima).

“A polícia recebeu uma denúncia grave de corrupção, fez o seu papel de
investigação dentro da legalidade, como sempre”, declarou.

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Raquel Lyra deu a declaração após ser questionada sobre o assunto durante um
evento no museu Cais do Sertão, no Bairro do Recife
[https://g1.globo.com/pe/pernambuco/cidade/recife/], para a gravação de um
videocast sobre direitos femininos. O vídeo com a fala foi publicada pelo perfil
da governadora no Instagram.

“Nós somos um estado, somos um governo que respeita as leis e sempre busca
trabalhar para garantir transparência, isonomia. Agora, ninguém está acima da
lei também. A gente precisa, claro, sempre, combater a corrupção. E foi isso o
trabalho que a Polícia Civil [https://g1.globo.com/tudo-sobre/policia-civil/]
fez”, afirmou.

A fala da governadora foi registrada um dia após o prefeito do Recife, João
Campos (PSB), se pronunciar sobre o caso nas redes sociais
[https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/01/26/joao-campos-denuncia-de-monitoramento-de-secretario-do-recife.ghtml].
Em vídeo publicado no Instagram, ele disse que o monitoramento foi “imoral” e
afirmou que vai acionar a Justiça para responsabilizar os envolvidos.

Conforme a denúncia, veiculada no fim de semana, um carro funcional utilizado
pelo secretário foi vigiado por policiais civis entre agosto e outubro de 2025 e
chegou a ter um rastreador instalado pelos agentes. O irmão de Gustavo, Eduardo
Monteiro, também teria sido monitorado.

Na segunda-feira (26), o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho,
confirmou o monitoramento e disse que a investigação foi realizada para apurar
uma denúncia anônima sobre recebimento de propina envolvendo o veículo oficial
usado pelo secretário. Ele disse, ainda, que a investigação preliminar não
resultou na instauração de inquérito policial, já que nenhum ato ilícito foi
identificado (saiba mais abaixo).

Além disso, membros da Polícia Civil, incluindo agentes e delegados, formaram um
grupo no WhatsApp no qual compartilhavam informações sobre a rotina do
secretário. A existência do grupo, intitulado “Nova Missão”, também foi
confirmada pela Secretaria de Defesa Social (SDS).

O caso levantou o debate sobre a extensão da atuação da polícia antes de abrir
um inquérito formal. Especialistas ouvidos pelo DE
[https://g1.globo.com/pe/pernambuco/] divergem sobre o alcance desse tipo de
procedimento, especialmente no uso de tecnologias de rastreamento, como “tags”
de geolocalização
[https://g1.globo.com/pe/pernambuco/noticia/2026/01/27/secretario-monitorado-policia-lei-inquerito-especialistas.ghtml].

Governadora Raquel Lyra (PSD) falou sobre suposto monitoramento ilegal do chefe de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro —
Foto: Montagem/g1

DENÚNCIA ANÔNIMA

Em coletiva de imprensa na segunda-feira (26), o secretário Alessandro Carvalho
disse que deu a ordem para iniciar a investigação, depois que chegou à SDS um
documento com imagens do secretário e de seu irmão, além de uma foto do carro
num estacionamento.

No documento, Gustavo Monteiro é referido como o “‘braço direito do prefeito’,
amigo de faculdade e responsável pela arrecadação e distribuição dos recursos
financeiros” e como alguém que “coordena toda a operação de arrecadação [de
propina], e coloca seus irmãos para executar”.

Já o irmão, Eduardo Monteiro, seria ligado ao gabinete do prefeito, “conhecido e
temido por todos os fornecedores” e “faz a operação acontecer em todas as
secretarias com a cobrança da propina” para “arrecadar o dinheiro e até com
manipulação em licitações para beneficiar as empresas que melhor podem
arrecadar”.

Na denúncia anônima, é dito que Eduardo Monteiro receberia pagamentos em
dinheiro, em estacionamentos de shoppings, com valores de 4% a 5% de
“faturamentos mensais” de fornecedores da prefeitura. O pai dos dois, Henrique
Monteiro, também é citado, como alguém conhecido “na Secretaria de Saúde com
mesma finalidade” e que “já operou na Secretaria de Cultura do Recife”.

A denúncia também diz que exceções à suposta cobrança de propina seriam empresas
de Romero Jatobá, pai do vereador Romerinho Jatobá (PSB
[https://g1.globo.com/politica/partido/psb/]), presidente da Câmara Municipal,
que seriam “beneficiadas com manipulação desde a licitação até a contratação dos
empregados”.

Segundo a Polícia Civil, o conteúdo da operação “Nova Missão” foi vazado
supostamente por um policial investigado por outro crime.

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