Governo de SP notifica imóveis em Pinheiros e Vila Madalena para obras da Linha 20-Rosa do Metrô: moradores preocupados

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O governo do estado de São Paulo está notificando imóveis localizados em Pinheiros e na Vila Madalena, regiões da Zona Oeste da capital paulista, para futuras obras da Linha 20-Rosa do Metrô. Os moradores e comerciantes dessas áreas estão recebendo avisos sobre a possibilidade de desapropriação após a definição do traçado da nova linha, o que tem causado preocupações tanto do ponto de vista econômico quanto sentimental.

Os avisos foram enviados após a definição do traçado final do projeto, que inclui a construção de novas estações e estruturas operacionais na região. A Linha 20-Rosa tem como objetivo ligar a Zona Oeste de São Paulo a Santo André, no ABC Paulista, com uma extensão de 31 quilômetros e 24 estações ao longo do percurso. Apesar da importância da ampliação do transporte público, os impactos dessas obras têm gerado apreensão entre os residentes e empresários locais.

Uma das vias afetadas é a Rua Cardeal Arcoverde em Pinheiros, uma área movimentada pelos comércios e acesso à Vila Madalena. Com a expansão da rede de metrô, a região tende a receber uma nova estação para atender à demanda de passageiros. No entanto, a incerteza quanto à desapropriação de imóveis tem gerado tensão entre moradores e comerciantes, como o caso de Leonardo Darezzo de Souza, proprietário de uma loja com décadas de história em um endereço ameaçado pela obra.

No ano passado, a Secretaria de Parcerias em Investimentos declarou de utilidade pública centenas de imóveis na capital paulista, indicando que essas áreas poderão ser utilizadas para obras de interesse coletivo, como a expansão do metrô. A previsão é que 680 casas, comércios e galpões nas zonas Oeste e Sul da cidade sejam desapropriados e demolidos no trecho da Linha 20-Rosa entre as estações Santa Marina e Cursino.

Para realizar as desapropriações, equipes técnicas do Metrô vão visitar cada imóvel individualmente para avaliar a documentação e identificar os proprietários para a negociação. O valor pago será baseado no preço de mercado e quitado à vista, por meio de depósito em conta bancária. O processo de desapropriação inclui uma avaliação criteriosa das benfeitorias realizadas nos imóveis, garantindo uma negociação transparente e justa para ambas as partes envolvidas.

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