Na terça-feira (24), o ex-chefe de gabinete da Casa Civil, Marco Antônio Rodrigues Simões, assume o comando da pasta no governo do Rio de Janeiro com poderes ampliados após decreto publicado pelo ex-governador Cláudio Castro. A mudança ocorre em meio a uma disputa política na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e às vésperas da eleição indireta que vai definir o novo governador do estado.
A Casa Civil foi fortalecida por um decreto assinado por Castro, que atribuiu poderes significativos ao secretário da pasta. O novo secretário, Marco Antônio Rodrigues Simões, substitui Nicola Miccione, braço-direito de Castro, que foi exonerado para concorrer à eleição indireta.
O decreto permitiu ao ocupante da Casa Civil nomear e exonerar cargos comissionados em diversos órgãos, além de alterar estruturas administrativas, designar servidores para funções estratégicas e realizar atos de gestão orçamentária e financeira.
Reações na Alerj
A ampliação dos poderes da Casa Civil gerou reações na Alerj, com a bancada do PSOL protocolando um Projeto de Decreto Legislativo para suspender os efeitos do decreto. O deputado Flavio Serafini criticou a medida, afirmando que ela pode permitir a continuidade de práticas investigadas na Justiça Eleitoral.
Eleição indireta em meio a mudanças
Com a renúncia de Cláudio Castro, o estado entrou em situação de dupla vacância, levando o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, a assumir interinamente o governo. Uma eleição indireta será realizada pela Alerj para definir o governador que ficará no cargo até o final de 2026.




