Governo dos EUA dá prazo a Nova York para encerrar taxas de congestionamento: o que acontecerá?

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O governo americano deu à cidade de Nova York um prazo até 21 de março para encerrar o programa de taxas de congestionamento implementado recentemente. A política tinha como objetivo principal reduzir o tráfego na região central de Manhattan e arrecadar fundos para a atualização dos sistemas de metrô e ônibus da cidade. A carta foi publicada na quarta-feira (26) pelo Departamento de Transportes dos Estados Unidos, revogando a aprovação dada anteriormente pelo governo democrata de Joe Biden.

A Metropolitan Transportation Authority (MTA) e uma autoridade de pontes de Nova York entraram com uma ação para tentar bloquear a decisão do governo em encerrar o programa de taxas de congestionamento. A governadora do estado, Kathy Hochul, do partido democrata, se encontrou com a administração Trump em Washington, na sexta-feira (21), numa tentativa de defender a manutenção do programa. A MTA, por sua vez, afirmou que a ação não é legal e que a decisão agora cabe aos tribunais.

Os valores arrecadados com as taxas de congestionamento em Nova York foram significativos, com um total de US$ 48,6 milhões em janeiro. Contudo, as despesas chegaram a US$ 11,1 milhões, resultando numa receita operacional líquida de US$ 37,5 milhões. O programa cobrava dos carros particulares uma taxa diária para entrar no distrito comercial central de Manhattan, independente da quantidade de viagens realizadas durante o dia. Caminhões e ônibus tinham tarifas diferenciadas, chegando a pagar até US$ 21,60 para circular na região.

A MTA emitiu uma declaração projetando uma receita líquida de US$ 500 milhões no primeiro ano com o programa de taxas de congestionamento. Hochul mencionou que esses fundos seriam utilizados para financiar melhorias no sistema de transporte público, totalizando cerca de US$ 15 bilhões em investimentos em infraestrutura. Antes da implementação das taxas, aproximadamente 700 mil veículos adentravam a região central de Manhattan diariamente, causando um significativo impacto no trânsito.

Outras cidades ao redor do mundo, como Londres, Cingapura e Suécia, já adotaram sistemas de precificação de congestionamento com o intuito de reduzir o tráfego e arrecadar fundos para investir em transporte público. A medida, apesar de gerar controvérsias, tem se mostrado eficaz em diferentes contextos urbanos. O desfecho em relação às taxas de congestionamento em Nova York ainda é incerto, com a disputa entre o governo federal e autoridades locais em andamento.

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