Integrantes do governo federal e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acreditam que a pesquisa Quaest divulgada recentemente consolidou o cenário eleitoral de polarização entre Lula e o indicado por Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro. A redução da vantagem de Lula sobre Flávio, de 7 para 5 pontos percentuais, não é motivo de grande preocupação, pois é uma oscilação dentro da margem de erro. Ainda é cedo para que medidas positivas para o governo, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda e o programa Gás do Povo, tenham impacto nas intenções de voto de Lula. Alguns aliados do presidente afirmam que não há espaço para candidatos de terceira via e que o nome de Tarcísio como candidato foi inviabilizado, consolidando a polarização entre Lula e a família Bolsonaro. Outro aliado do governo sugere que a possibilidade de o governador Ratinho Júnior disputar a presidência é baixa, pois é favorito para a eleição ao Senado em seu estado. A avaliação no governo é que os efeitos da isenção ampliada do IR serão percebidos nos próximos meses. A ausência de uma terceira via forte pode facilitar a formação de alianças do Centrão desinteressadas na candidatura de Flávio. O favoritismo de Lula é reconhecido, mas a eleição será disputada e incluirá um alto componente ideológico. Jilmar Tatto afirma que a pesquisa mostra um país polarizado, sem espaço para candidaturas de centro.




