Greve de garis em BH: paralisação gera acúmulo de lixo e transtornos nas ruas

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A greve de garis responsáveis pela coleta de lixo em algumas regiões de Belo Horizonte entrou no segundo dia e não há previsão para acabar. Os trabalhadores protestam por melhores condições de trabalho e benefícios, como plano de saúde, além de reclamarem dos atrasos no depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A empresa responsável pelo serviço, Sistemma Serviços Urbanos, considera o movimento irregular, mas até o momento não houve acordo para o retorno das atividades.

As regionais Leste, Nordeste e Noroeste da capital mineira são as mais afetadas pela paralisação, o que tem causado o acúmulo de lixo nas ruas desde a última segunda-feira (19). A falta de recolhimento do lixo tem gerado transtornos para a população, como o depósito inadequado de resíduos e a preocupação com a proliferação de doenças. Até o momento, não foi divulgado o número total de bairros afetados nem a quantidade de garis envolvidos no movimento.

O impasse entre os garis e a empresa contratada pela prefeitura persiste, com a proposta de contratação de apenas dez funcionários para recompor o quadro e a necessidade de consertar os caminhões em um prazo de dez dias sendo rejeitada pela categoria. A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) da Prefeitura de Belo Horizonte está acompanhando as negociações, mas não há previsão de acordo para a normalização dos serviços.

Os impactos da paralisação já são sentidos pelos moradores da cidade, que reclamam da falta de coleta de lixo em várias regiões. O acúmulo de resíduos gera transtornos e preocupa a população em relação à saúde pública. A Sistemma Serviços Urbanos afirma cumprir as normas trabalhistas e fornece equipamentos de proteção individual (EPIs), mas a paralisação dos garis persiste.

A Prefeitura de Belo Horizonte assegura estar em dia com os compromissos contratuais e se compromete a adotar medidas para garantir a continuidade do serviço de limpeza urbana. A falta de comunicação prévia sobre a greve e a ausência de uma pauta de reivindicações formalizada gera impasses na negociação. O Diário do Estado questionou a quantidade de garis envolvidos na paralisação, o número de pessoas impactadas e a previsão de normalização dos serviços, porém não obteve resposta até o momento.

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