Greve de motoristas do transporte coletivo afeta Região Metropolitana de Goiânia

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Motoristas do transporte coletivo vinculados à empresa Rápido Araguaia estão realizando nesta segunda-feira, 12, uma paralisação devido a atraso salarial do mês de dezembro. O ato conta com o bloqueio das garagens no terminal do Padre Pelágio, em Goiânia, e impede saída dos veículos, comprometendo o transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia. A manifestação conta com apoio de viaturas da Polícia Militar.

Em nota, o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sinditransporte) confirmou a paralisação e afirmou que não recebeu o pagamento referente ao mês de dezembro de 2025, cujo prazo legal de quitação terminou de 7 de janeiro. Além disso, a associação afirmou que ingresso com um pedido trabalhista coletiva na 8ª Vara do Trabalho de Goiânia pedindo que a empresa seja obrigada a quitar imediatamente os salários.

Na última sexta-feira, 9, o juiz Platon Teixeira de Azevedo Neto negou, de forma provisória, o pedido do sindicato para que a empresa fosse obrigada a pagar imediatamente os salários pois a decisão poderia causar um grande impacto financeiro já que envolve muitos trabalhadores e valores elevados. O caso também foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Resposta da empresa

Em comunicado enviado aos motoristas, a Rápido Araguaia atribuiu o atraso salarial à falsa de repasses das chamadas tarifas técnicas por parte das prefeituras de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade e Goianira. Segundo a empresa, o fluxo de caixa foi impactada e os recursos recebidos parcialmente foram destinados ao pagamento do 13º salário e de um crédito natalino.

A empresa afirmou que está cobrando com urgência as prefeituras e que fará o repasse aos trabalhadores assim que os recursos entrarem em caixa.

 

 

 

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