Após rejeitar reajuste de 2%, rodoviários iniciam greve geral de ônibus na
Grande São Luís
A categoria de rodoviários iniciou uma greve geral nas primeiras horas desta sexta-feira (30) no transporte público de São Luís e da Região Metropolitana. Cerca de 700 mil passageiros serão afetados por essa paralisação, que foi motivada pela recusa da proposta de reajuste salarial de 2% feita pelas empresas. Os rodoviários, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (Sttrema), consideraram o índice insuficiente e exigem melhores condições.
De acordo com o Sttrema, os rodoviários estão reivindicando um reajuste salarial de 15%, tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500, e a inclusão de mais um dependente no plano de saúde. A greve afeta as linhas urbanas e semiurbanas e seguirá até que uma nova proposta seja apresentada pelas empresas. Até o momento, não há uma previsão para o retorno do serviço, o que gera preocupação para os usuários.
Uma reunião entre os representantes dos rodoviários, empresas, Prefeitura de São Luís, Governo do Maranhão e Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (MA) está marcada para as 15h desta sexta-feira. Esse encontro tem o objetivo de discutir o impasse e buscar uma solução para a greve que já tem impactado significativamente a mobilidade na região da Grande São Luís. As negociações são essenciais para garantir os direitos dos trabalhadores e a continuidade dos serviços de transporte público.
A empresa Expresso Rei de França (antiga 1001) suspendeu os serviços anteriormente devido a atrasos no pagamento de salários, o que evidencia a instabilidade no setor. O SET informou que tomou medidas legais para garantir a circulação da frota mínima durante a greve. O sindicato das empresas de transportes participou de diversas reuniões com o Governo do Maranhão e a Prefeitura de São Luís, mas ainda não foi apresentada uma proposta de reajuste salarial para motoristas e cobradores.
Na última terça-feira (27), o Sttrema deu um prazo de 72 horas para um acordo ser alcançado, enviando comunicações aos sindicatos e órgãos responsáveis para comunicar sobre a possibilidade de greve geral em caso de falta de avanço nas negociações. A situação é delicada e requer uma ação rápida e eficaz para garantir tanto os direitos dos trabalhadores quanto a continuidade do serviço essencial que é o transporte público na Grande São Luís.




