A insatisfação no setor de transportes ganhou força nesta semana. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) anunciou apoio a uma mobilização nacional da categoria, que pode resultar em uma greve nos próximos dias.
O estopim foi o aumento “quase diário” nos preços dos combustíveis nos postos. Mas a pauta dos caminhoneiros vai além. Entre as principais reivindicações estão:
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Fim da emissão de fretes abaixo do piso mínimo;
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Retorno da aposentadoria especial com 25 anos de contribuição ao INSS;
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Aplicação de multas e cancelamento de registro para empresas que descumprirem o piso do frete;
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Retomada da distribuição de combustíveis pela Petrobras.
Este último ponto carrega uma carga simbólica forte: a volta da estatal como protagonista no setor, revertendo parte do modelo de abertura que vigorou nos últimos anos. Na prática, os caminhoneiros pedem a reestatização da distribuição de combustíveis, um movimento que resgata a centralidade da Petrobras no abastecimento do país.
A categoria já protagonizou paralisações históricas que pararam o Brasil e geraram crises de abastecimento. O governo federal, agora, monitora de perto a articulação. O momento é delicado: em ano eleitoral, o custo do diesel e a capacidade de abastecimento são termômetros sensíveis para a economia e para a popularidade do governo.
A CNTTL ainda não confirmou data para início da paralisação, mas já sinalizou que a mobilização “está organizada” e que a categoria espera ser ouvida antes que o impasse se agrave.



