Apesar da paralisação dos rodoviários do sistema urbano de São Luís, apenas os ônibus do sistema semiurbano continuam circulando na cidade, deixando os moradores em apuros para se locomoverem. A greve, iniciada devido ao atraso no pagamento do reajuste salarial, já está no segundo dia e não há previsão de retorno das atividades normais, conforme informado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (Sttrema).
Quem necessitou dos serviços logo nas primeiras horas da manhã teve que recorrer a alternativas como os transportes por aplicativo, pois os ônibus do sistema urbano estão parados. A população também pode contar com os ônibus do sistema semiurbano, que continuam operando normalmente para atender os municípios de Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar.
Esta não é a primeira vez que São Luís enfrenta uma greve de ônibus nos últimos meses. Cerca de 4,5 mil a 5 mil trabalhadores estão envolvidos atualmente no sistema de transporte público da região, que tem sido alvo de diversas paralisações em decorrência de problemas salariais e contratuais.
Greve parcial prejudica rotina dos moradores da capital maranhense
A nova paralisação deflagrada na sexta-feira (13), causada pelo atraso no pagamento do reajuste salarial, ocorre em meio a uma série de problemas enfrentados pelo transporte coletivo de São Luís. Os rodoviários alegam que, embora tenha havido determinação da Justiça do Trabalho, os salários com o aumento concedido na última paralisação não foram pagos, o que levou à greve no sistema urbano de transporte público.
Para minimizar os impactos da greve, a Prefeitura de São Luís disponibilizou vouchers em um aplicativo de transporte, garantindo o deslocamento dos usuários enquanto o serviço estiver comprometido. Além disso, o Município entrou com uma ação na Justiça do Trabalho solicitando a declaração de abusividade da greve e medidas para assegurar a circulação mínima do transporte coletivo, conforme prevê a legislação dos serviços essenciais.
Inquérito investiga falhas no transporte coletivo da capital
Enquanto a greve dos rodoviários continua deixando a população de São Luís sem transporte urbano, o Ministério Público do Maranhão conduz um inquérito civil para investigar falhas na prestação do serviço, paralisações recorrentes, problemas estruturais e possíveis irregularidades na gestão e operação do sistema de transporte da capital. Diversos órgãos e empresas estão sob investigação, incluindo o Município de São Luís, o SET, consórcios e empresas de transporte.
Com a última paralisação do sistema urbano durando oito dias, a cidade enfrenta mais uma crise no transporte público, evidenciando a necessidade de melhorias e soluções efetivas para garantir o direito de mobilidade da população. Os desdobramentos e impactos dessa greve estão sendo sentidos por todos os moradores, que sofrem com a falta de opções de deslocamento no dia a dia.



