Uma mobilização nacional foi convocada por movimentos sociais e organizações de defesa dos direitos dos imigrantes nos Estados Unidos, resultando na convocação de uma greve nacional em várias cidades. O objetivo da paralisação é suspender totalmente as atividades do ICE, Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, e responsabilizar as agências federais por mortes relacionadas a ações repressivas. A iniciativa propõe interromper o trabalho, aulas e consumo como forma de pressionar pelo encerramento das operações do ICE, que é acusado de disseminar medo entre as comunidades imigrantes.
Segundo informações da agência Prensa Latina, a mobilização ganhou força após episódios recentes de violência envolvendo agentes federais. Os organizadores da greve afirmam que a iniciativa surgiu em resposta às mortes ocorridas durante ações repressivas e está diretamente ligada à demanda de “Parar de financiar o ICE”. O movimento critica a narrativa de setores conservadores e do governo federal, que difamam os manifestantes como ‘terroristas’, enquanto vídeos indicam que foram baleados durante protestos legítimos.
Está previsto que manifestações e protestos aconteçam em várias regiões do país, incluindo Minneapolis, Saint Paul e Nova York. A cidade de Nova York deve concentrar seus atos no Foley Square, ponto tradicional de manifestações no centro de Manhattan. Os organizadores continuam convocando a mobilização nacional, reforçando a necessidade de parar todas as atividades no país enquanto o ICE aterroriza as comunidades, reforçando a demanda por ‘FORA ICE EM TODOS OS LUGARES!’.
Entre as principais reivindicações da greve estão o fim do financiamento do ICE, a busca por justiça para vítimas de ações da agência federal e a suspensão completa de suas operações em todo o território norte-americano. A indignação popular cresceu especialmente após o assassinato de Renee Good, baleada por um agente do ICE em janeiro. O clima de tensão aumentou ainda mais com a morte de Alex Pretti por agentes da Patrulha da Fronteira durante uma manifestação em Minneapolis, o que fortaleceu a convocação para a paralisação nacional e ampliou a repercussão do movimento de greve.




