A Groenlândia está em alerta devido a um cenário de possíveis crises envolvendo os Estados Unidos, o que levou o governo local a solicitar que a população esteja preparada e mantenha reservas de água, alimentos e itens essenciais para pelo menos cinco dias. Essa orientação, divulgada por meio de um folheto oficial, faz parte de um esforço mais amplo para fortalecer a segurança civil e aumentar a capacidade de resposta da sociedade diante de situações adversas. A recomendação, embora não cite fatores externos diretamente, surge em um contexto de maior atenção internacional sobre a região, especialmente após declarações do presidente dos DE, Donald Trump.
O objetivo da medida é garantir que a sociedade esteja mais bem preparada para enfrentar possíveis adversidades e ampliar a segurança da população em situações críticas. Autoridades locais destacaram episódios recentes de cortes no fornecimento de energia como um dos motivos que justificam a necessidade de manter essas reservas. Entre os itens recomendados estão água, alimentos não perecíveis, medicamentos, kit de primeiros socorros, produtos de higiene, cobertores, entre outros, incluindo armas de caça e munição, prática comum em regiões do Ártico.
As declarações de Donald Trump aumentaram a tensão internacional em relação à Groenlândia, com o presidente dos DE afirmando que os EUA seriam os únicos capazes de proteger o território. No entanto, ele deixou claro que não pretende usar a força para tomar controle da região, o que acalmou alguns líderes internacionais que temiam uma possível invasão. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, ressaltou que embora uma invasão americana seja improvável, a população precisa estar preparada para diferentes cenários.
Enquanto isso, a Dinamarca, a qual a Groenlândia pertence, reforçou seu contingente militar na região, enviando cerca de 100 soldados para participar do exercício da Otan Operação Arctic Endurance. O país afirmou ter um desacordo fundamental com os DE sobre o futuro da ilha e garantiu que não pretende vender nem ceder o território. As Forças Armadas dinamarquesas anunciaram que suas tropas poderão operar em toda a Groenlândia, inclusive em áreas de alta montanha, consideradas um dos ambientes mais extremos do mundo.
A presença militar dos Estados Unidos na Groenlândia remonta à Segunda Guerra Mundial, quando foi estabelecida a base de Pituffik, por meio de um tratado assinado com a Dinamarca em 1951. Essa situação coloca a região em uma posição sensível e de constante vigilância, especialmente diante de possíveis mudanças na política internacional e das tensões entre as potências mundiais. A orientação de estoque de alimentos e água emitida pelo governo local é apenas um reflexo das preocupações crescentes com a segurança e estabilidade da região do Ártico.




