O Grupo Fictor, alvo de uma operação da Compliance Zero, está enfrentando um pedido de recuperação judicial que foi protocolado na 3° Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A corretora Sefer Investimentos DTVM, localizada na Faria Lima em São Paulo, é uma das principais credoras do Grupo, com direito a receber R$ 430 milhões. O conglomerado deve um total de R$ 4,257 bilhões e busca proteção contra ações de credores para quitar suas dívidas.
A Compliance Zero teve como alvo fundos e corretoras de investimentos envolvidos em uma fraude bilionária ligada ao Banco Master. O Grupo Fictor, em parceria com investidores dos Emirados Árabes Unidos, tentou adquirir o Master por R$ 3 bilhões, porém o banco foi liquidado pelo Banco Central. Agora, o Grupo busca a aprovação de um plano de recuperação judicial para preservar suas atividades e quitar seus débitos.
No pedido de recuperação judicial, outros importantes credores do Grupo Fictor são investidores no valor de R$ 2,765 bilhões, American Express com R$ 891 milhões e bônus e comissão a consultores totalizando R$ 10,5 milhões. A situação jurídica do conglomerado está em análise pelo Tribunal de Justiça, que avaliará a viabilidade do plano de recuperação proposto.
A advogada especialista em reestruturação empresarial Giovanna Michelleto destaca a importância de resolver a situação do Grupo Fictor por meio do processo de recuperação judicial, que é mais rápido e envolve menos credores do que a falência. O processo pode durar de seis meses a um ano, possibilitando a votação da proposta de pagamento dos credores e a homologação do plano de recuperação pela Justiça.
A Lei de Falências brasileira, promulgada em 2005 e reformada em 2020, regula o processo de recuperação judicial e busca preservar as empresas em dificuldades financeiras. No caso do Grupo Fictor, a falência não parece ser a melhor estratégia, pois é um processo mais moroso e envolveria um número maior de credores. Representantes do Grupo Fictor e da corretora Sefer Investimentos DTVM não foram encontrados para comentar sobre o caso. A medida visa garantir a continuidade das operações e a quitação das dívidas de forma organizada e transparente.




