Guarda Civil de Cascavel atira em bar e causa ferimento: implicações e medidas preventivas

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Uma agente da Guarda Civil Patrimonial de Cascavel, no oeste do Paraná, foi presa em flagrante após atirar dentro de um bar na madrugada de sábado (17). Uma mulher, que estava dentro do estabelecimento, foi ferida por estilhaços e passou por atendimento médico em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

A guarda estava trabalhando como segurança do bar e disse à polícia que agiu em legítima defesa durante uma confusão. Mesmo assim, o delegado considerou que a situação gerou perigo às pessoas que estavam no local e ela foi levada para a Cadeia Pública de Cascavel, onde aguarda pela audiência de custódia. Ela poderá responder por porte ilegal de arma, lesão corporal e disparo de arma de fogo. O nome da servidora não foi divulgado.

Conforme o boletim da Polícia Militar (PM-PR), o caso aconteceu por volta das 4h40 da madrugada. A corporação foi acionada por funcionários da UPA após a cliente do bar dar entrada na unidade e dizer que o disparo partiu de uma segurança do local. Os policiais foram até o bar e encontraram a mulher, que se identificou com agente da Guarda Civil Patrimonial de Cascavel. A pistola com a qual a guarda fez o disparo era de uso pessoal e foi apreendida. Com ela, a polícia também apreendeu uma arma de choque de propriedade da Guarda Civil de Cascavel, algemas, um canivete e munições.

A mulher foi levada para a delegacia e disse em depoimento que foi ameaçada durante uma confusão no bar. Ela alegou ter visto um homem ir até um carro e colocar um revólver na cintura e, por isso, decidiu atirar no chão, como forma de advertência. A Secretaria de Segurança Pública informou que é permitido que os agentes da guarda exerçam outra atividade profissional, desde que isso não comprometa a função pública, não envolva crime e não atrapalhe o serviço ou a escala. Contudo, a Polícia Civil explicou que a guarda exercia segurança privada armada sem os requisitos legais.

A Polícia Civil informou que o caso será comunicado à Corregedoria da Guarda Civil Patrimonial e à Secretaria de Segurança Pública para as providências administrativas cabíveis. A pasta esclareceu que tomou conhecimento do caso e a servidora será afastada das funções. Disse também que serão abertos processos administrativos disciplinares para apurar a conduta da guarda.

No cenário de segurança pública, episódios como o descrito geram alertas sobre a importância de seguir os procedimentos legais e éticos no exercício da função. A ação da guarda civil, apesar de alegar legítima defesa, ensejou consequências graves a terceiros presentes no ambiente do bar. O caso ressalta a necessidade de treinamento rigoroso e capacitação para todos os agentes de segurança para prevenção de ocorrências desse tipo. Medidas de fiscalização e revisão dos protocolos de atuação também são essenciais para assegurar a integridade da comunidade e dos próprios profissionais. A investigação e responsabilização de condutas irregulares são passos cruciais na manutenção da confiança na Guarda Civil e demais instituições de segurança.

Por fim, esse incidente dever servir como exemplo de como a atuação irregular de um agente pode impactar a vida de cidadãos de maneira negativa. O uso inadequado de armas de fogo e a violência imprópria em situações de conflitos podem resultar em ferimentos e traumas evitáveis. A formação contínua dos profissionais de segurança, aliada a políticas de fiscalização e acompanhamento, são fundamentais para prevenir ocorrências semelhantes e manter a ordem pública. A transparência na investigação do caso e a aplicação justa das medidas cabíveis são essenciais para a restauração da confiança da população nas forças de segurança.

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