Hacker condenado por invadir CNJ tem progressão para semiaberto autorizada: novo capítulo em sua história

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O hacker Walter Delgatti, condenado por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) juntamente com a ex-deputada Carla Zambelli, teve sua progressão para o regime semiaberto autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada nesta segunda-feira (12) e marca um novo capítulo na história do hacker.

A condenação de Delgatti foi por invasão ao sistema do CNJ, onde ele inseriu documentos falsos, incluindo uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes “assinada” por ele mesmo. O hacker recebeu uma pena de 8 anos e 3 meses de prisão, mas agora terá a oportunidade de progredir para o regime semiaberto, saindo do regime fechado em que se encontrava.

Antes de ser preso por invadir o CNJ, Walter Delgatti já havia sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas ligadas à antiga Operação Lava Jato. No entanto, ele segue respondendo em liberdade nesse caso, graças aos recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília.

Em dezembro, Delgatti foi transferido do presídio dos famosos em Tremembé para a Penitenciária II de Potim, na região do Vale do Paraíba. A mudança de local foi uma das etapas que antecederam a autorização para a progressão de regime concedida pelo ministro Alexandre de Moraes.

O hacker também prestou depoimento à CPI dos Atos Golpistas em uma das ocasiões recentes. Sua participação no cenário político brasileiro como invasor de sistemas governamentais gerou repercussão e debates sobre a segurança cibernética do país, além de questões relacionadas à privacidade e à integridade das informações públicas.

A progressão de regime para o semiaberto representa uma nova fase na vida de Walter Delgatti Neto, que ainda precisará cumprir parte de sua pena, mas terá a oportunidade de reinserção na sociedade de forma gradual. A decisão do ministro do STF reflete o devido processo legal e a avaliação do caso em questão, levando em consideração os aspectos legais e individuais do condenado.

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