Hacker Delgatti é transferido do ‘presídio dos famosos’ de Tremembé
Cumprindo pena em regime fechado, ele foi transferido à Penitenciária 2 de
Potim, ainda no interior de São Paulo.
Imagem de arquivo – Delgatti na CPI dos Atos Golpistas — Foto: Geraldo
Magela/Agência Senado
Condenado junto com a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pela invasão do
sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
o hacker Walter Delgatti Neto foi transferido da Penitenciária II ‘Dr. José
Augusto Salgado’, o presídio dos famosos, em Tremembé,
no interior de São Paulo.
Delgatti está preso há quase três anos e havia chegado à P2 de Tremembé em
fevereiro do ano passado. A saída dele do presídio dos famosos ocorreu em
dezembro.
Segundo apurou o DE, Delgatti foi transferido com outros detentos para a
Penitenciária II de Potim, ainda na região do Vale do Paraíba. Ele cumpre pena
em regime fechado.
STF condena Carla Zambelli e Walter Delgatti por invasão aos sistemas do CNJ
Em abril do ano passado, a Penitenciária II de Potim registrou um motim, com
bloqueio de celas e brigas entre detentos.
Três presos ficaram feridos.
O DE acionou a defesa de Walter Delgatti e aguarda retorno.
INVASÃO DO CNJ
Delgatti foi condenado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça
(CNJ). De acordo com a acusação da PGR, a invasão do CNJ foi feita em janeiro de
2023 com o objetivo de tirar a credibilidade do Judiciário e reforçar
questionamentos à eleição de 2022.
Com o fim dos recursos no Supremo Tribunal Federal (STF),
a prisão deixou de ser preventiva e o hacker passou a cumprir pena.
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Delgatti foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 8 anos e 3 meses de
prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem
de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes “assinada” por ele mesmo.
Já Zambelli teve o nome incluído na lista da difusão vermelha da Interpol.
Ela foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser a mentora
desse crime. Ela foi condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato.
Antes de ser preso pela invasão do CNJ, Delgatti já tinha sido condenado em
primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas da
antiga Operação Lava Jato.
Nesse caso, investigado na Operação Spoofing, o hacker responde em liberdade
porque ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em
Brasília.
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