Hacker Walter Delgatti Neto é transferido para regime semiaberto na Penitenciária de Tremembé no interior de SP

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Hacker Walter Delgatti Neto foi transferido novamente para a Penitenciária II ‘Dr. José Augusto Salgado’, conhecida como o “presídio dos famosos”, em Tremembé, no interior de São Paulo, para cumprir a pena em regime semiaberto. A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), que informou que Delgatti deu entrada na P2 ainda nesta quarta-feira. O hacker chegou a ser transferido em dezembro para a Penitenciária 2 de Potim, onde cumpria pena em regime fechado, e agora retorna a Tremembé para cumprir o semiaberto.

Delgatti está preso há quase três anos e havia chegado à P2 de Tremembé em fevereiro do ano passado. Em dezembro, ainda no regime fechado, ele foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, também na região do Vale do Paraíba. Na última segunda-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que o hacker cumprisse a pena em regime semiaberto. Ele foi condenado junto com a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A defesa de Delgatti foi procurada pelo DE para comentar a transferência para a penitenciária de Tremembé, e aguardamos retorno.

Delgatti foi condenado por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com a acusação da PGR, a invasão do CNJ foi feita em janeiro de 2023 com o objetivo de tirar a credibilidade do Judiciário e reforçar questionamentos à eleição de 2022. Com o fim dos recursos no Supremo Tribunal Federal, a prisão deixou de ser preventiva e o hacker passou a cumprir pena. Delgatti foi condenado pelo STF a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do CNJ e inserir documentos falsos, como uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes “assinada” por ele mesmo. Já Zambelli teve o nome incluído na lista da difusão vermelha da Interpol. Ela foi acusada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ser a mentora desse crime e foi condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato.

Antes de ser preso pela invasão do CNJ, Delgatti já tinha sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas da antiga Operação Lava Jato. Nesse caso, investigado na Operação Spoofing, o hacker responde em liberdade porque ainda há recursos pendentes na segunda instância da Justiça Federal em Brasília. Com a sua transferência de volta para a Penitenciária de Tremembé para cumprir o regime semiaberto, Walter Delgatti Neto permanece no foco da mídia, tendo em vista os crimes pelos quais foi condenado e a repercussão de suas ações no cenário político nacional. Essa é mais uma etapa do processo judicial que o hacker enfrenta, e que continua a despertar interesse e discussões acaloradas sobre os limites da tecnologia e os desafios da segurança cibernética.

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