O grupo Hamas afirmou nesta quinta-feira (6) que as ameaças constantes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estão encorajando o fim do cessar-fogo em Gaza. Segundo o Hamas, tais declarações acabaram por fortalecer o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a romper o acordo de cessar-fogo e aumentar a pressão e a escassez de recursos para os moradores de Gaza.
Em uma postagem feita em sua própria rede social, Truth Social, Trump exigiu nesta quarta-feira (5) que o Hamas liberasse imediatamente todos os reféns, incluindo os corpos de pessoas mantidas pelo grupo, “agora, não depois”, caso contrário, seria o fim para eles. Essa declaração veio à tona após autoridades israelenses e a Casa Branca informarem que os Estados Unidos estavam engajados em conversas diretas com o Hamas sobre reféns e o cessar-fogo em Gaza, quebrando assim a tradição americana de não negociar com grupos considerados terroristas.
Uma fonte israelense revelou à CNN que Israel estava ciente das negociações diretas entre os EUA e o Hamas. Além disso, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou a existência dessas negociações em andamento. O canal de comunicação foi primeiramente reportado pela Axios, que explicou que as conversas aconteceram recentemente na capital do Catar, Doha.
O Hamas criticou Israel, afirmando que o país está “retrocedendo tudo para o início” e reiterando que as pressões e ameaças de Trump estão minando os esforços de manter a paz na região. A postura do presidente americano em relação ao Hamas tem sido alvo de controvérsias e críticas de diversos setores, uma vez que as negociações diretas com o grupo são vistas como uma quebra de paradigma na política externa dos Estados Unidos. Este cenário de incertezas e tensões só reforça a necessidade de diálogo e negociação para alcançar soluções pacíficas e duradouras na região.