Havan distribui R$ 90 milhões em PPR aos funcionários: veja quanto cada um receberá

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Havan vai dividir R$ 90 milhões com funcionários; veja quanto cada um vai
receber

Valores integram o Programa de Participação nos Resultados (PPR) obtidos a
partir de possível lucro bilionário em 2025.

Empresário Luciano Hang, dono das Lojas Havan, anunciou um pagamento extra aos
mais de 23 mil colaboradores da empresa, divididos por mais de 20 estados. A
divulgação nas redes sociais surpreendeu pelo valor: serão R$ 4 mil para cada
funcionário.

Os valores integram o Programa de Participação nos Resultados (PPR) e serão
pagos na sexta-feira (16). “Quando a empresa cresce, bate metas e tem bons
resultados, quem faz parte dessa história também colhe os frutos”, publicou a
empresa nas redes.

A gigante fundada e com sede em Brusque
frisou ainda que o depósito do valor aos colaboradores – uma espécie de 14º salário – será pago com
um mês de antecedência em relação a 2025.

“Ninguém constrói nada sozinho. Se superamos a nossa meta de vendas, é graças ao
trabalho e à entrega de todas as pessoas que trabalham aqui. O PPR não é apenas
um reconhecimento financeiro, é também uma expressão de gratidão a cada
colaborador”, publicou Hang.

A Havan começou em Brusque e completa 40 anos em 2026. Atualmente, tem mais de
180 lojas pelo país e pode ter fechado o ano passado com faturamento bruto de R$
18 bilhões. Os dados consolidados ainda não foram divulgados.

O QUE É O PPR? TODA EMPRESA TEM QUE PAGAR?

O benefício do Programa de Participação nos Resultados é uma premiação salarial
que algumas empresas disponibilizam para os funcionários, caso as metas de
resultados sejam atingidas.

Segundo a legislação, a empresa não é obrigada a realizar o pagamento, pois o benefício não é
considerado uma obrigação trabalhista – mas um extra no salário.

Os pagamentos podem ser realizados individualmente ou por equipes. Não existe
uma base de cálculo, pois o valor pode variar de ano para ano.

CONDENAÇÃO

O fundador Luciano Hang, hoje com 63 anos, foi condenado em 2024 por assédio
eleitoral após coagir funcionários na véspera das eleições de outubro de 2018. A rede de lojas também foi alvo da ação do
Ministério Público do Trabalho (MPT).

Na época, segundo a ação, Hang realizou reuniões com os funcionários de suas
lojas para questionar os votos deles a respeito do pleito, indicando que
“dependendo do resultado presidencial, poderia demitir 15 mil pessoas”.

Em nota, Hang nega ter cometido irregularidades e classificou a decisão como
“descabida e ideológica”.

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