Advogado explica por que Carreta Furacão processou Havan pelo uso do personagem Fofão
A Justiça de Ribeirão Preto (SP) proibiu a Havan, do empresário de Santa Catarina Luciano Hang, de usar o “Fofão” em ações promocionais e publicações nas redes sociais.
A decisão liminar foi dada em um processo ajuizado pela Carreta Furacão, grupo do interior de São Paulo conhecido por desfilar com figuras infantis pelas ruas em “trenzinhos” e que firmou um acordo de exclusividade com os herdeiros do criador do personagem.
O g1 entrou em contato com a Havan por e-mail e por telefone, mas não obteve um posicionamento até a publicação desta notícia nesta quinta-feira (5).
**DIREITOS EXCLUSIVOS SOBRE ‘FOFÃO’**
A ação corre desde dezembro do ano passado na Vara Regional Empresarial de Ribeirão Preto, cidade de origem dos responsáveis pela carreta.
Desde setembro de 2024, o grupo tem direitos exclusivos sobre “Fofão”, conhecido em programas de TV dos anos 1980, após firmar um acordo extrajudicial com os herdeiros de Orival Pessini, criador do personagem.
Isso ocorreu depois de uma ação movida por eles contra a Carreta Furacão pelo uso indevido do personagem “Fonfon”.
Além de solicitar a retirada das publicações e a proibição do uso do personagem em eventos, a Carreta Furacão pediu o pagamento de R$ 10 mil pelo uso indevido. Ainda em dezembro, a juíza Carina Roselino Biagi concedeu uma liminar a favor da Carreta Furacão.
A Havan informou ter acatado a solicitação e removeu os posts em seu perfil oficial, embora ainda seja possível ver publicações relacionadas em redes sociais de terceiros.
Uma sentença definitiva, relacionada ao pagamento solicitado pelo grupo de Ribeirão Preto, ainda não foi expedida.




