Jornal Diário do Estado

HEJ incentiva doação de medula óssea

Para ser doador do tecido é necessário ter 18 a 35 anos, não ter diabetes tipo 1, nem doenças infecciosas, câncer ou deficiências no sistema imunológico

Para celebrar o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, comemorado no último sábado, 16, o Hospital Estadual de Jataí Dr. Serafim de Carvalho (HEJ), uma unidade do Governo de Goiás, promoveu a conscientização e o incentivo aos colaboradores sobre a importância de ser um doador do tecido.

Durante todo o mês de setembro, o HEJ chama atenção para a campanha, com destaque para a importância dessa ação solidária que pode ser realizada de forma rápida e segura.

A doação pode ser feita várias vezes ao longo da vida, mas a probabilidade de um doador não-aparentado ser compatível com um paciente é de 1 em 100 mil pessoas.

Segundo a médica e responsável técnica do Hemocentro Regional de Jataí, Myrian Carolina Queiroz, não há nenhum tipo de prejuízo à saúde do doador. O ato é simples, rápido e nada burocrático, e pode salvar milhares de vidas.

MEDULA ÓSSEA

A médica reforça que imunodeficiências, leucemia e outros tipos de câncer, além de diferentes problemas no sangue, podem ser tratados ou até curados com o transplante de medula óssea.

“A doação de medula óssea é extremamente importante, mas infelizmente, escassa. Muitas pessoas ainda acreditam em mitos sobre a doação, e isso dificulta novos cadastros de doadores”, afirma.

O processo de doação é simples: o voluntário vai até o Hemocentro, faz o cadastro e retira aproximadamente 4 ml de sangue, que será analisado para indicar componentes da medula compatíveis com outros pacientes, além de ser verificada a existência de doenças que possam ser transmitidas para o receptor.

“Se tudo estiver certo, é só esperar. Assim que surgir um paciente compatível, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) entra em contato com o doador”, afirma.

Para ser doador é necessário ter 18 a 35 anos, não ter diabetes tipo 1, doenças infecciosas, câncer ou deficiências no sistema imunológico. Vale destacar que o banco de dados de voluntários é global, sendo assim, se não houver nenhum doador compatível no país do paciente, as buscas se abrem para outros países.

Caso seja encontrado um doador compatível, o governo fica responsável pelo transporte do material ao receptor. Por isso, é importante manter o cadastro atualizado.

Para o supervisor de TI do HEJ, Paulo Henrique Pereira, ser doador é um ato de amor ao próximo.

“Ser doador de medula é muito importante, porque posso, com um gesto muito simples, salvar a vida de outra pessoa, oferecer possibilidade de cura para pacientes com doenças graves do sangue. O meu cadastro pode ser a esperança de alguém”, disse.