HGG é único hospital habilitado com serviço de atendimento a obesos no estado

Unidade deve dobrar cirurgias por mês

Aconteceu ontem (7) a solenidade que oficializou a habilitação do Hospital Alberto Rassi (HGG) à realização de cirurgia bariátrica. Foi anunciado o encaminhamento de R$ 1,2 milhão de reais via recursos federais para o Estado com objetivo de dobrar a meta de cirurgias que o serviço público realiza por mês. Apenas nesse ano, o HGG realizou 58 cirurgias de obesidade.

• Compartilhe essa notícia no Whatsapp• Compartilhe essa notícia no Telegram
O processo de habilitação da unidade durou cerca de três anos. Ao longo do processo, aconteceram várias adequações para cumprir normas da Vigilância Sanitária, além da aquisição de equipamentos para atendimento. O diretor do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, Fernando Machado, apontou que “à medida que o hospital aumentar sua capacidade instalada, o Ministério vai financiar 100% desse serviço, que já está habilitado”.

LEIA TAMBÉM

• Caiado vai a Brasília garantir área para Hospital Estadual do Câncer• Metade das crianças goianas está com esquema vacinal incompleto• Tem mais de 40 anos? Liberada quarta dose contra Covid, nesta terça, 21

 

Exclusividade

O cirurgião Luiznei Francisco da Rocha destacou que com a habilitação para atender obesos, o hospital passa a receber verbas diretamente da União. Mesmo antes, o HGG já realizava uma média de 06 cirurgias por mês, e agora deve dobrar essa quantidade.

O HGG é o único hospital no estado habilitado com Serviço de Atenção à Obesidade. A estrutura atual conta com quatro enfermarias especiais, com camas que suportam cerca de 300 quilos, e banheiros com estruturas e medidas adequadas. O perfil de usuário-alvo do serviço contempla pacientes com Índice de Massa Corpórea (IMC) superior a 40.

O diretor técnico da unidade, Rafael Nakamura, ressaltou que o hospital sempre foi referência no tratamento da obesidade e que o HGG conta com nível 02 de confiança pela Organização de Acreditação Hospitalar (ONA). Entre os novos investimentos, também consta a aquisição de um guindaste com capacidade de até 250 quilos, mesas cirúrgicas, cadeiras de rodas, e balanças.

O hospital conta com o Programa de Controle e Cirurgia da Obesidade (PCCO) desde 1998, mas o projeto foi reestruturado em 2013, quando a gestão foi transferida para a Organização Social (OS) Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech). O PCCO conta com equipe de psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, nutricionistas, além de cirurgiões bariátricos e outros especialistas.

 

Tratamento

Luiznei Francisco da Rocha destacou que apesar da realização de cirurgias, o foco do tratamento com a equipe multiprofissional consiste na reeducação alimentar e atenção psicológica para que o paciente emagreça sem a necessidade da bariátrica. O cirurgião, que também é membro do PCCO, afirmou que cerca de 500 pacientes estão envolvidos nesse processo.

“Realizamos cerca de 830 consultas por mês, sendo que 1.100 pacientes estão envolvidos, seja no tratamento, ou na pós-operação”, afirmou o cirurgião. Para a realização da cirurgia de estômago, o especialista comentou que três pré-requisitos são levados em consideração. “O paciente que vai passar pela bariátrica precisa estar há dois anos em tratamento, sem sucesso na tentativa de emagrecimento”, informa Luiznei.

O segundo requisito se refere ao IMC superior a 40, e caso o paciente esteja há mais de cinco anos acima do peso, também pode passar pela operação. Em caso de indivíduos com índice entre 35 e 40, e que apresentem doenças associadas à obesidade, como diabetes e hipertensão, a bariátrica também é possível.

O cirurgião ainda destacou o acompanhamento pós-operatório. “Após dois anos da cirurgia bariátrica, os pacientes são encaminhados para uma cirurgia plástica reparatória, com retirada do excesso de pele”.

Gustavo Motta

Tags: