Felipe Gabriel Jardim, ex-servidor público, foi condenado a 17 anos de prisão pela morte de seu ex-sogro, João do Rosário Leão, de 63 anos, em Goiânia. O acusado foi considerado culpado por homicídio duplamente qualificado, mas absolvido da acusação de porte ilegal de arma. O crime ocorreu em junho de 2022, dentro da farmácia que pertencia à vítima, no Setor Bueno. As câmeras de segurança registraram o momento em que Felipe entrou no estabelecimento e disparou contra o ex-sogro, que faleceu no local.
A defesa de Felipe alegou que ele não tinha a intenção de matar e argumentou que enfrentava problemas mentais na época do crime. Laudos de Psicologia Jurídica e Psiquiatria Forense indicavam possíveis distúrbios psíquicos do acusado. Felipe Gabriel já estava preso desde junho de 2023, quando foi condenado a três anos de reclusão por ameaças e violência psicológica contra sua ex-namorada. O Ministério Público o acusou de usar uma arma de fogo para intimidar a mulher e seu filho.
Após a morte do ex-sogro, Felipe fugiu, sendo localizado e preso três dias depois na casa de parentes. A investigação apontou que o motivo do crime foi um registro de ocorrência realizado por João do Rosário, após um episódio de violência doméstica envolvendo Felipe e sua filha, na qual o rapaz chegou a disparar um tiro para o alto. A ex-namorada de Felipe testemunhou que ele ligou para avisar que havia matado seu pai, indicando premeditação do crime.
Em 2022, um laudo médico pericial afirmou que Felipe tinha total capacidade de discernimento no momento do homicídio, apesar dos episódios de humor depressivo e sintomas psicóticos. O Ministério Público o denunciou por homicídio qualificado e porte ilegal de arma, aceitos pela Justiça. Mesmo com a defesa apontando problemas psiquiátricos, o juiz solicitou um exame de insanidade mental, destacando que não havia indícios de comprometimento de sanidade mental de Felipe durante o crime.




