Homem é preso após matar cachorro da ex e levar corpo a veterinário no interior de SP, diz advogado

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Após matar cão da ex, homem levou corpo em veterinário no interior de SP, diz advogado

Chutes e socos causaram a morte do cachorro Billi, brutalmente agredido por um homem de 22 anos, em Leme (SP) no dia 16 de março. É o que informa o resultado do laudo necroscópico que indica politraumatismo e hemorragia interna do yorkshire de 5 meses.

O animal era da ex-esposa do suspeito, que chegou a levar o corpo do animal ao veterinário, segundo o advogado da mulher. Uma câmera de segurança flagrou o momento. (Veja vídeo acima)

Homem é preso após matar cachorro e ameaçar mulher em Leme

Segundo o advogado da tutora do cão, Leandro Corbi, o alvo das agressões era ela, que foi ameaçada de morte pelo ex-companheiro após o crime de maus-tratos. Ela não estava em casa no momento do ataque.

O advogado comentou que a jovem de 25 anos está traumatizada e afastada do trabalho. Uma medida protetiva foi feita após o ocorrido.

A residência da mulher possui câmeras internas que são acionadas por detecção de movimento e enviam imagens em tempo real para o celular dela, indicando a presença de alguém no local.

Imagens de câmeras mostram o homem com o cachorro no colo, e os registros também o momento em que ele carrega o cachorro e o leva até o banheiro. De acordo com o advogado, as gravações estão com a Polícia Civil.

Ele foi preso em flagrante, mas solto após audiência de custódia. O advogado de defesa do suspeito, Arnaldo Camillo Junior, afirmou que a morte do cachorro foi um acidente e que ele é inocente.

AGRESSIVIDADE E AMEAÇAS

De acordo com o advogado da tutora, o ex-casal vivia juntos há 1 ano e meio e a relação era marcada por discussões.

Ainda segundo Leandro, no dia do crime, as discussões entre eles começaram pela manhã. No horário do almoço, a mulher costumava retornar para casa, mas, naquele dia, não retornou.

Enquanto estava fora, ela passou a receber notificações e imagens do sistema de monitoramento da residência, indicando a presença de alguém no imóvel.

Para o advogado, caso ela tivesse retornado à residência naquele momento, poderia ter sido vítima de algo mais grave, já que ele aparentava estar ‘transtornado’.

O QUE DIZ A DEFESA

A defesa afirma que a morte do cachorro foi um acidente. Segundo o advogado Arnando Camilo Junior, o homem tentou socorrer o animal ao perceber que ele estava com dificuldade para respirar, e quando viu que o cachorro não reagia, procurou ajuda e o levou ao veterinário.

O advogado também diz que o cliente é inocente e nega que tenha feito ameaças. Ele afirma que só o andamento do processo, com análise de provas e depoimentos, poderá esclarecer o que realmente aconteceu.

Sobre a prisão em flagrante, a defesa avaliou que ela ocorreu com base no relato da ex-companheira, mesmo sem testemunhas presenciais.

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