Homem acha que cunhado que se afogou foi assassinado, mata suspeito e passa mais de 20 anos foragido até ser preso, no Paraná
Investigações apontam que afogado morreu por acidente. Segundo o MP-PR, Paulo Donizeth Gimenes não acreditava nisso, agiu por vingança e fugiu com documentos falsos. O DE tenta localizar a defesa dele.
Paulo Donizeth Gimenes, conhecido como “Detão”, de 48 anos, foi preso nesta segunda-feira (26) após passar 21 anos foragido da Justiça. Ele é acusado de ter assassinado Salmo Barbosa por vingança, por acreditar que Salmo matou um familiar dele.
Jhony Fidêncio de Almeida, cunhado de Paulo, se afogou em um rio. As investigações apontaram que se tratou de um acidente, mas Paulo não acreditou e resolveu “se vingar” de Salmo, por ser ele quem estava com Jhony no momento do afogamento.
As informações são do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que conduziu as investigações que levaram à prisão do foragido, em conjunto com a Polícia Civil.
O crime aconteceu em 2005 em Cantagalo, na região central do Paraná. Paulo foi detido em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, com uma identidade falsa. Nela, um dos nomes do homem estava com uma letra de diferença – Donizete, ao invés de Donizeth – e a data de nascimento estava com um mês de divergência.
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Paulo não possui advogado constituído no processo e, por isso, o DE ainda não conseguiu contato com a defesa dele.
Ele é réu por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, na forma de crime hediondo.
“O cunhado de Paulo esteve com Salmo num rio da região e morreu afogado, segundo conclusão das investigações. O réu ficou desconfiado de que algo mais tenha acontecido no rio e teria matado a vítima para vingar a morte do cunhado. Paulo não aceitava a versão apresentada por Salmo de que a morte teria sido acidental, acreditando que Salmo tivesse responsabilidade sobre o óbito”, diz o MP-PR.
De acordo com a promotoria, na noite do dia 6 de janeiro de 2005, uma quinta-feira, Paulo cruzou com Salmo na margem da BR-277 e atirou na cabeça dele, pelas costas.
Paulo foi denunciado e teve um mandado de prisão expedido ainda em 2005, mas como não foi encontrado, o processo judicial foi suspenso – e, por isso, o crime não prescreveu. Agora que Paulo foi preso, o processo será retomado na Justiça.
DENÚNCIAS
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Denúncias sobre quaisquer situações podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou, 181, do Disque-Denúncia.
Se o crime estiver acontecendo naquele momento e/ou houver alguém em situação de perigo, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.




