Homem morre após levar tiro em oficina mecânica no DF
Caso foi em 21 de março; vítima estava internada e morreu nesta sexta-feira (4). Segundo testemunhas, filho do dono do estabelecimento disparou contra Lucas Henrique Prado, após ele atingir retrovisor de outro veículo.
Lucas Henrique Prado morreu após levar tiro ao bater em retrovisor de carro em oficina mecânica no DF — Foto: Reprodução
Um homem, de 35 anos, morreu nesta sexta-feira (4), após levar um tiro em uma oficina mecânica na região do Guará, no Distrito Federal. O caso ocorreu em 21 de março e Lucas Henrique Prado estava internado no Hospital de Base, mas não resistiu.
Segundo testemunhas, Lucas saia do estabelecimento, que fica na QE 40, quando atingiu o retrovisor de outro veículo. Isso teria causado ira no filho do dono da oficina, que pegou uma arma e atirou na vítima.
“Na saída da oficina, o meu filho botou uma ré e, acredito, segundo depoimento da testemunha, ele bateu num carro e quebrou o retrovisor. Isso foi o que gerou a ira do dono da oficina, que saiu do carro e já se dirigiu a um compartimento lá da oficina onde ficava uma arma guardada, escondida, pegou essa arma, levou até o fundo. A arma estava sem bala, uma pistola. Levou até o fundo pegou o carregador, enfiou na pistola e desferiu um tiro no meu filho”, conta Jorge Luiz do Prado, pai da vítima.
Segundo o boletim de ocorrência, o autor do crime é André Luiz Rodrigues, de 23 anos, filho do dono da oficina. Em nota, a defesa diz que o caso está sendo apurado, e que a conduta de André “será esclarecida no devido processo legal” (veja íntegra ao final da reportagem).
Policiais da 4ª Delegacia de Polícia, no Guará, chegaram a prender André Luiz em flagrante, mas ele foi liberado na audiência de custódia, dois dias depois do crime.
Pai de homem morto por atingir retrovisor de carro em oficina no DF pede justiça
Segundo o pai da vítima, Lucas era motorista de transporte por aplicativo e, no dia 21 de março, o carro dele começou a apresentar uma falha mecânica. Ele buscou a oficina na QE 40.
Na ocorrência, os policiais afirmaram que, primeiramente, teriam sido acionados para uma situação de assalto seguida de disparo, e que no local André alegou que a vítima teria tentado assaltá-lo.
No boletim de ocorrência, também foi relatado que o dono da arma é o pai de André, que é dono da oficina. A arma e 13 munições foram apreendidas no local.
“Meu filho nunca foi um bandido, meu filho era um trabalhador. Trabalhava na feira dos importados, fazia entregas e todo mundo lá gosta muito dele. Esse carro era alugado, que ele estava fazendo Uber com ele. Meu filho nunca teve uma passagem na delegacia”, conta Jorge Luiz.
Segundo a família de Lucas, a bala atingiu o queixo, atravessou o pescoço e comprometeu o funcionamento de duas artérias do lado direito dele. Ele ficou 14 dias internado no Hospital de Base, passou por quatro cirurgias, mas não resistiu.
O velório e sepultamento da vítima foi neste sábado (5), no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Lucas morava com o pai e deixa um filho de sete anos.
“Que a justiça, embora cega, enxergue o que aconteceu com o meu filho e coloque esse assassino atrás das grades, porque eu perdi o meu filho e o meu neto perdeu o pai”, diz o pai de Lucas.
O QUE DIZ A DEFESA DO SUSPEITO
“A defesa informa que André Luís Rodrigues Magalhães, segue cumprindo todas as determinações legais e confia plenamente no trabalho da Justiça. O caso está sendo apurado, e sua conduta será esclarecida no devido processo legal. Ele está à disposição da Justiça, colaborando desde o início, e confia que a apuração demonstrará que agiu em legítima defesa. A defesa repudia com veemência os boatos de fuga e informa que no dia da fatalidade André Luís Rodrigues Magalhães, acionou a polícia, os bombeiros e permaneceu no local aguardando, o que reforça sua postura colaborativa e transparente.
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