SÃO PAULO (SP) — Uma mulher denunciou omissão da Polícia Militar após ser perseguida e ter o carro danificado pelo ex-namorado, que contou com a suposta interferência do pai, militar reformado, durante a abordagem em Registro, no interior paulista. O caso ocorreu no último domingo (7) às margens da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) e ganhou repercussão após um vídeo mostrar o homem desferindo socos no para-brisa do veículo.
Perseguição e violência às margens da BR-116
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima estava com o atual companheiro quando foi surpreendida pelo ex-namorado, que passava pelo local. Ele iniciou uma perseguição e, ao alcançar o casal, começou a agredir o carro com socos, danificando o para-brisa. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram a ação violenta. O agressor se feriu durante o ataque e precisou ser atendido em uma unidade de saúde da cidade. A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Registro instaurou inquérito na segunda-feira (8) para colher depoimentos e solicitar medidas protetivas para a vítima contra o ex-namorado e o pai dele.
Vítima relata omissão e suposta influência de militar reformado
De acordo com o depoimento da mulher, policiais militares chegaram ao local poucos minutos após o episódio, mas não adotaram providências imediatas. Ela afirmou que um dos agentes alegou que o caso era de competência da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A PRF, por sua vez, informou que cabia à PM atender a ocorrência. Nesse intervalo, o ex-namorado deixou o local e foi ao hospital. A vítima também disse que o suspeito levou o celular dela, e os PMs recomendaram que ela fosse até a unidade de saúde solicitar a devolução do aparelho. A mulher ainda relatou ter recebido a informação de que os agentes eram conhecidos do ex-sogro, militar reformado, e sentiu-se desamparada diante da “extrema violência dos fatos e o risco concreto à integridade”. Em declaração pública, a vítima denunciou a suposta omissão. A corporação não se manifestou até o momento. O caso, que chama atenção para a violência doméstica em SÃO PAULO, segue sob investigação da DDM.



