Um homem, suspeito de jogar outra pessoa no Rio Arrudas em Belo Horizonte, foi preso por tentativa de furto um dia após ser liberado do sistema prisional. Warlley Silva de Paula, de 29 anos, foi detido na madrugada desta terça-feira, após tentar furtar a bolsa de uma mulher na região central da capital mineira. Essa prisão ocorreu somente 24 horas após ter sido liberado mediante medidas cautelares, como monitoração eletrônica, após ser acusado de empurrar um homem de 50 anos no rio.
As buscas pelo homem empurrado no Rio Arrudas, Maurício Santos da Silva, entraram no quinto dia consecutivo. A Polícia Militar abordou e deteve Warlley Silva de Paula após tentar furtar a mulher, constatando que ele não estava utilizando a tornozeleira eletrônica conforme determinação judicial. Ele foi levado para prestar depoimento na delegacia diante dessa violação do dispositivo.
O suspeito de jogar Maurício no rio foi solto pela Justiça após uma audiência de custódia, na qual o Ministério Público solicitou a prisão preventiva, porém, a Defensoria Pública requereu a liberdade provisória. O juiz Diego Gómez Lourenço considerou a condição de sofrimento mental de Warlley e optou pela liberdade provisória mediante medidas cautelares, incluindo encaminhamento para acompanhamento terapêutico e monitoração eletrônica.
Este não foi o primeiro episódio envolvendo Warlley Silva de Paula. Nos últimos cinco anos, ele foi beneficiado com a liberdade provisória em três ocasiões diferentes. Além disso, possui um histórico de 15 passagens pelo sistema prisional por crimes como furto, roubo, extorsão e tráfico de drogas. A situação gera questionamentos sobre a eficácia do sistema prisional e das audiências de custódia.
Diante da gravidade do caso, a Polícia Civil informou que Warlley Silva de Paula foi conduzido à delegacia para as providências de polícia judiciária. O caso do homem empurrado no Rio Arrudas em Belo Horizonte continua sob investigação e as autoridades seguem empenhadas em solucionar o desaparecimento da vítima. O desfecho deste caso traz à tona a necessidade de um sistema judiciário mais eficiente e diligente na aplicação das medidas cabíveis diante de casos como esse.




