Hortolândia lidera aumento de 58,9% em infecções sexualmente transmissíveis na região de Campinas; médica alerta para prevenção

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Hortolândia registra alta de 58,9% nas infecções sexualmente transmissíveis; médica alerta para prevenção

Na região, Campinas e Valinhos também tiveram aumento nos casos, mas em menor escala.

Preservativo é importante ferramenta de prevenção contra as infecções sexualmente transmissíveis — Foto: Reprodução/EPTV

Hortolândia (SP) é a cidade da região de Campinas que apresentou o maior crescimento de casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Foram 766 registros em 2025, aumento de 58,9% na comparação com 2024, quando foram contabilizadas 482 notificações.

São consideradas ISTs: HIV, hepatites B e C, sífilis, clamídia, gonorreia e o HPV.

Na região, outras duas cidades tiveram alta nos casos, mas em uma escala menor. Enquanto Valinhos pulou de 138 para 151 casos, alta de 9,4%, em Campinas os números subiram de 5.259, em 2024, para 5.342 no ano passado, uma variação positiva de 1,5%.

Às vésperas do carnaval, a ginecologista Monique Mion Bürguer alerta para a importância da prevenção.

“Nós adquirimos essas infecções mediante a falta do cuidado. De que forma? Evitando a doença através do uso de preservativos. Existem as vacinas hoje para hepatite B, para o HPV e fazer os exames de rotina com uma certa frequência”, diz.

Monique destaca que muitas vezes a IST é assintomática, e sem os devidos cuidados, isso pode aumentar a transmissão. No entanto, também deve-se ficar atento quando há presença de lesões, secreção, feridas, diminuição e perda de apetite e de peso.

A especialista reforça que a IST “não é um motivo para nós cancelarmos as festas”, mas um momento para falar sobre “conscientização, responsabilidade e autocuidado.”

Embora tenha o crescimento em Hortolândia, Valinhos e Campinas, o número de ISTs caiu em outras quatro cidades da região.

Em Americana, uma redução de 8,47%, com 432 casos em 2025, contra 472 do ano anterior. Em Sumaré, a queda foi de 15,4%, com 301 notificações contra 356 de 2024.

Já em Indaiatuba, foram 393 casos contra 484 de 2024, uma redução de 18,8%. E a maior queda foi registrada em Mogi Guaçu, com 35,8% – de 385 para 247.

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