Hospital das Clínicas da UFG recebe incubadora para monitoramento de embriões por câmera

Time Lapse

O Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC/UFG) é a primeira unidade de saúde mantida por instituição federal de ensino a receber uma Incubadora em Time-Lapse, que permite monitoramento de embriões por meio de câmeras. O equipamento otimiza as condições de cultivo de embriões humanos formados por fertilização in vitro porque exclui a necessidade de exposição desse material ao ambiente externo. A apresentação do equipamento será realizada nesta sexta-feira (27), às 19h30, no Centro de Pesquisa do HC, no Setor Universitário.

Com o uso de equipamentos tradicionais, os óvulos fecundados são mantidos em cultivo e sob proteção por até cinco dias. A biomédica do Laboratório de Reprodução Humana (LabRep) do HC, Yanna Lima, explica que, para a avaliação do desenvolvimento dos embriões e classificação, eles precisam ser tirados de incubadora e avaliados em microscópio, o que os expõe a variações de temperatura e concentração de dióxido de carbono (CO2). A Time-Lapse soluciona esse problema.

O equipamento tira fotografias do material genético a cada cinco minutos, o que permite ao profissional de saúde acompanhar o crescimento do embrião enquanto o mantém seguro na incubadora, que possui as condições ideais para seu desenvolvimento. Yanna explica que o público-alvo desse atendimento são pacientes que foram submetidas a procedimentos anteriores de fertilização in vitro, mas que não obtiveram sucesso. “O uso desses modelos pode minimizar a frequência de falha no tratamento de casais inférteis”, aponta.

A biomédica ainda explica que, entre outras vantagens desse monitoramento, está a possibilidade de avaliar com precisão o tempo de aparecimento e desaparecimento dos chamados pró-núcleos, que são os núcleos das células reprodutoras durante a fecundação e que funcionam como marcadores temporais de fertilização dos óvulos. “Também é possível avaliar o tempo em que ocorrem as divisões celulares para a formação de um novo organismo e o tempo que o embrião leva para alcançar o estágio ideal para a sua implantação no útero, o que não é realizado por uma incubadora tradicional”, conclui.

 

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