Na noite desta segunda-feira (9), o Hospital PUC-Campinas informou que está operando 310% acima de sua capacidade, com 38 pacientes em macas nos corredores, tornando impossível receber novos casos. A administração solicitou à regulação de vagas do município que avalie o direcionamento de pacientes para outras unidades, visando garantir a segurança e a continuidade da assistência.
Este não é o primeiro episódio de superlotação no PS Adulto SUS do Hospital PUC-Campinas. Em fevereiro, a unidade registrou 74 pacientes de alta complexidade internados em um dia, mesmo tendo apenas 20 leitos contratados.
O Hospital PUC-Campinas é uma unidade referenciada do SUS, que recebe pacientes encaminhados. O g1 entrou em contato com as secretarias de Saúde do Estado e de Campinas para comentar a situação e as medidas que estão sendo adotadas. A reportagem será atualizada conforme as pastas se manifestarem.
Atendimentos e público-alvo
O Hospital PUC-Campinas encerrou o ano de 2025 com 2 milhões de atendimentos realizados, abrangendo consultas, exames e internações. Em média, são atendidas 5,4 mil pessoas por dia, sendo 80% desses pacientes provenientes do SUS. A unidade é considerada referência para a região, visto que cerca de 25% dos usuários vêm da região metropolitana.
Desafios e impactos
A superlotação do Hospital PUC-Campinas evidencia a precariedade do sistema de saúde, com a falta de estrutura para atender a demanda crescente de pacientes. A situação coloca em risco a segurança dos pacientes e compromete a qualidade da assistência prestada. A necessidade de realocar os pacientes para outras unidades reflete a urgência de investimentos na saúde pública e na ampliação da rede hospitalar.
Medidas urgentes necessárias
Diante do cenário de superlotação e da impossibilidade de receber novos casos, é essencial que as autoridades de saúde ajam com rapidez para solucionar o problema. A realocação de pacientes, a ampliação de leitos e o reforço na estrutura do sistema de saúde são medidas urgentes que devem ser adotadas para garantir o atendimento adequado à população. A falta de ações imediatas pode resultar em consequências graves para os pacientes e para o sistema de saúde como um todo.




