O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu antecipar o retorno do calendário legislativo convocando uma reunião de líderes para a próxima quarta-feira (28/1). O objetivo é estabelecer as prioridades da Câmara para o primeiro semestre, considerando o ritmo intenso de atividades em 2026, devido às eleições no final do ano. A convocação para a reunião foi feita no início do mês e exigirá que os deputados retornem a Brasília seis dias antes da sessão solene do Congresso Nacional, que marca o início do ano legislativo. Alguns líderes, no entanto, já anunciaram que não estarão presentes na reunião na residência oficial da Câmara.
Como indicado no final do ano passado, Hugo Motta pretende focar em duas pautas relacionadas à segurança pública neste mês de fevereiro: o projeto de lei (PL) Antifacção e a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança. Acreditando que a segurança será um tópico central nas eleições deste ano, os parlamentares planejam aprovar ambas as medidas como uma resposta à sociedade, especialmente devido à pressão por sua aprovação ainda em 2025. Além disso, a necessidade de ratificação do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul será discutida na reunião de líderes. Essa é uma das prioridades do governo de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, visando o início das relações comerciais amparadas pelo acordo ainda neste ano.
Os parlamentares também devem abordar a votação da medida provisória (MP) do Gás, cuja validade expira em 11 de fevereiro. Durante a reunião, os líderes terão a oportunidade de expor suas próprias prioridades. A expectativa é que tanto o PT quanto a liderança do governo apresentem suas estratégias para as eleições, incluindo uma PEC para acabar com a escala 6X1 e a possível instauração de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar irregularidades no Banco Master. Embora a oposição tenha manifestado apoio à CPI, outros setores do Congresso não veem com bons olhos essa iniciativa.




