O presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) recebeu a recomendação de postergar a escolha do novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) para 2027. Essa decisão, se colocada em prática, pode colocar em risco um acordo com o PT que foi fundamental para sua eleição como sucessor de Arthur Lira (PP-AL). A sugestão política é utilizar a vaga que será aberta em fevereiro, com a aposentadoria compulsória do ministro Aroldo Cedraz, para negociar votos com diferentes partidos visando um possível projeto de reeleição no próximo ano.
Desde 2024, a vaga de Cedraz foi prometida ao PT, mas candidatos de outros partidos já se mostraram interessados. Já o posto de Nardes pode ser disputado pelo PL, partido de Jair Bolsonaro. Se Motta adiar o acordo com o PT, poderá oferecer uma vaga aos petistas e outra aos bolsonaristas, buscando apoio para sua possível reeleição.
O deputado Danilo Forte (União Brasil-CE) alerta que o adiamento dessa decisão pode gerar descontentamento na Casa em ano de eleição. Ele acredita que Motta ganharia mais força dando continuidade ao processo, em vez de focar na própria reeleição. O TCU, composto por nove ministros, é responsável por fiscalizar gastos do Executivo e pode ser um aliado ou adversário do governo.
Além de embasar processos como o impeachment de Dilma Rousseff, o tribunal influencia também em obras de infraestrutura e licitações. A implicação política das decisões do TCU pode impactar o cenário eleitoral, que deve contar com Lula como candidato novamente. Adiar a escolha do ministro do TCU pode comprometer os acordos feitos com diferentes partidos, colocando em risco a base de apoio de Motta e prejudicando sua possível reeleição.




