O Ibovespa subiu 2% e fechou aos 192 mil pontos, impulsionado pelo acordo entre EUA e Irã. A queda nos preços do petróleo refletiu no índice, estimulando o mercado acionário. Esse movimento resultou no dólar comercial encerrando o dia cotado a R$ 5,10, o menor patamar registrado em quase dois anos, desde maio de 2024.
A trégua anunciada proporcionou reações otimistas nos mercados internacionais, com altas significativas nas Bolsas da região Ásia-Pacífico. O mercado financeiro se mostra confiante com a promessa de reabertura do estreito de Ormuz, o que influenciou a queda nos preços do petróleo e a alta no Ibovespa.
O economista Matheus Portela ressalta que a reabertura do Estreito de Ormuz, se estável, contribuirá para reduzir a inflação global e os preços domésticos. A previsão é de que, com o cessar-fogo duradouro, a inflação no Brasil seja aliviada, impactando positivamente nos preços dos combustíveis no curto prazo.
Redução de custos energéticos
O alívio nos preços do petróleo reflete diretamente na economia. A influência positiva nos custos de energia e transporte, causada pela estabilidade promovida pela trégua, tende a beneficiar diferentes setores da economia, proporcionando melhores condições para os consumidores e as empresas.
O cenário externo favorável impacta o câmbio, o mercado acionário e as expectativas positivas em relação aos próximos movimentos do mercado financeiro, sustentado pela perspectiva de estabilidade no acordo de cessar-fogo e de abertura do Estreito de Ormuz.
Estabilidade incerta
A incerteza quanto à estabilidade do acordo é latente, com os recentes ataques de Israel ao Líbano e a decisão de Teerã de fechar novamente o Estreito de Ormuz. Esses episódios destacam a fragilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, ressaltando a importância da cautela e monitoramento constante do cenário geopolítico.


