Idosa morre após ficar com mão presa em ônibus e ser arrastada por veículo
O ônibus que arrastou Maria Xavier dos Santos após a idosa de 76 anos ficar com a mão presa na porta tinha um sistema mecatrônico de segurança conhecido como “Anjo da Guarda”, que impede a aceleração com as portas abertas. A perícia aponta que o equipamento estava funcionando corretamente; contudo, por conta da maleabilidade das borrachas da porta, ele não detectou a mão da idosa presa à porta.
Para o delegado delegado Maurício de Souza Luz, responsável pelas investigações, isso não exime a culpa do motorista, que “arrancou” o veículo antes da passageira terminar o desembarque. O profissional foi responsabilizado pela morte da idosa, que não resistiu aos ferimentos.
Investigações contaram com simulação que recriou acidente — Foto: Polícia Civil
O inquérito foi finalizado nesta quarta-feira (11) com o indiciamento do motorista por homicídio culposo (sem intenção de matar) na direção de veículo automotor, majorado pela prática no exercício da profissão. O crime, previsto no Código de Trânsito Brasileiro, tem pena de até 6 anos de detenção, e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
O delegado Maurício de Souza Luz explica que a Polícia Civil concluiu que o motorista agiu com negligência.
Maria Xavier dos Santos tinha 76 anos — Foto: Cedida pela família – Cedida pela Polícia Civil
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que agora avalia se formaliza, ou não, a denúncia à Justiça. O nome do motorista não foi divulgado. Por isso, o DE não conseguiu identificar a defesa dele.
Em nota, a Viação Campos Gerais (VCG), empresa responsável pelo transporte público de Ponta Grossa, disse que o assunto será tratado na esfera judicial e informou que o motorista não faz mais parte do quadro de funcionários.




