GOIÂNIA (GO) — Um desentendimento envolvendo o cachorro de um idoso terminou com dois mortos em Senador Canedo, na região metropolitana da capital goiana. O jovem Lucas Emanuell Cardoso, de 25 anos, morreu na noite desta quarta-feira (10) após ficar internado no Hospital de Urgências de Goiás (HUGO). Ele havia sido esfaqueado no dia 5 de junho por José de Moura, de 78 anos, que posteriormente foi morto em uma ação da Guarda Civil Municipal (GCM) de Senador Canedo. A cena foi registrada em vídeo pela própria filha do idoso, que pediu que ele não reagisse durante a abordagem.
Jovem esfaqueado morre após dias internado
De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Adriano Jaime, a briga começou por causa do cachorro de José. Lucas teria se desentendido com outro rapaz ainda não identificado sobre o animal, momento em que José interveio e desferiu uma facada contra Lucas. O golpe atingiu os pulmões e o coração, conforme relato da família à polícia. Mesmo após dias de internação, o jovem, natural do Rio Grande do Norte e morador de Goiás, não resistiu. A esposa, Vitória Bonfim, informou que ainda não há detalhes sobre velório e enterro. O delegado afirmou que deve pedir o arquivamento do inquérito em razão da extinção da punibilidade do agressor, já que este está morto.
Ação da GCM e investigação em curso
Após a facada, a Guarda Civil Municipal foi acionada e localizou José em sua casa, no Setor Jardim Liberdade. Os agentes relataram que precisaram arrombar a porta e iniciaram uma negociação, registrada em vídeo pela filha do suspeito. Durante a tentativa de convencê-lo a se entregar, o idoso teria avançado com uma faca contra os guardas. A GCM informou que usou uma arma de choque (taser) inicialmente, mas, diante da persistência do ataque, foi necessário disparar arma de fogo para conter a ameaça. O perito médico confirmou a presença de dardos do taser no corpo de José, indicando que houve o esgotamento das alternativas menos letais. A Prefeitura de Senador Canedo manteve o posicionamento de que a corregedoria instaurou investigação administrativa para apurar os fatos, mas o delegado Adriano Jaime declarou que não vê indícios de excesso por parte dos agentes e também deve solicitar o arquivamento do inquérito sobre a morte do idoso.



