Idoso torturado por cuidador sofria agressões prévias, diz polícia: investigação continua

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Idoso torturado por cuidador de idosos já tinha sofrido outras agressões, diz polícia

De acordo com informações da polícia, o idoso de 86 anos que foi filmado sendo torturado pelo cuidador em Goiânia, já era vítima de agressões há pelo menos três meses. A investigação está em andamento e procura por outros clientes do cuidador, a fim de verificar se existem outras possíveis agressões além das já registradas.

Segundo o delegado Alexandre Bruno Barros, responsável pelo caso, as torturas aconteceram dentro da casa onde o idoso mora e foram gravadas por câmeras de segurança instaladas pela família no quarto da vítima. O investigador ressaltou a importância de checar todas as imagens gravadas para determinar o período exato em que as agressões começaram.

A Polícia Civil também informou que o idoso é acamado e foi diagnosticado com Alzheimer, tornando-o ainda mais vulnerável às ações violentas do cuidador. Até o momento, as autoridades já possuem outras imagens que mostram as agressões, porém, a família do idoso não autorizou a divulgação desses registros.

O delegado Alexandre Bruno afirmou que o cuidador será responsabilizado pelo crime continuado de tortura e ressaltou que a investigação busca identificar outras pessoas que contrataram os serviços do enfermeiro. Até o momento, não houve registro de outros casos semelhantes, mas a polícia permanece atenta a possíveis novas vítimas.

A gravidade do caso levou o Conselho Regional de Enfermagem em Goiás (Coren) a iniciar uma investigação própria para apurar as circunstâncias do ocorrido e adotar medidas administrativas e éticas cabíveis. O Coren enviou um ofício à delegacia especializada no atendimento ao idoso solicitando informações adicionais sobre o caso.

A família do idoso, ao descobrir as torturas através das imagens das câmeras de segurança, ficou chocada com a crueldade do cuidador. Mesmo confrontado com as evidências, o agressor negou as acusações e tentou justificar as agressões como um procedimento normal, causando indignação e revolta nos familiares.

O caso está sendo tratado pela polícia como tortura, devido à gravidade e crueldade das agressões sofridas pelo idoso. O delegado destacou que a diferença entre maus-tratos e tortura está na repetição das agressões, na relação de submissão e no uso de crueldade, elementos presentes no caso em questão. A vítima, já em estágio avançado da doença, encontra-se em situação de extrema vulnerabilidade.

Diante da gravidade do ocorrido, as autoridades continuam a investigação para garantir a justiça e proteção dos idosos em situações de vulnerabilidade. A conscientização sobre a importância de denunciar casos de violência contra a terceira idade é fundamental para prevenir novos episódios de agressão e garantir a segurança e dignidade dos idosos em nosso país.

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