Impactos da mudança na escala 6×1: Ministério do Trabalho revela setores mais afetados

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Os serviços de transporte aéreo, de alimentação e de alojamento estão entre os mais impactados por possíveis mudanças nas regras da jornada de trabalho no Brasil. De acordo com um estudo do Ministério do Trabalho divulgado pelo GLOBO, esses segmentos empregam a maior parte dos trabalhadores em escala 6×1 até dezembro de 2025. O impacto seria proporcionalmente maior para micro e pequenas empresas, mas a conclusão é de que os efeitos não seriam catastróficos. O Governo de Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta, têm se dedicado à discussão desse tema, apensando propostas sobre a redução da jornada de trabalho.

Uma das propostas em análise, apresentada por Erika Hilton, sugere a redução da jornada para 36 horas semanais distribuídas em 4 dias, enquanto a proposta de Reginaldo Lopes foca apenas na redução para 36 horas semanais. O Ministério do Trabalho defende que o debate seja feito por meio de um projeto de lei, visando a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso. A escala 6×1 seria definida em negociações coletivas, levando em conta as demandas específicas de cada setor.

O estudo revela que aproximadamente um terço dos trabalhadores do país cumprem escala 6×1. Desses, 14,8 milhões de trabalhadores estão nesse regime, de um total de 47,6 milhões de jornadas semanais analisadas. Em relação ao porte das empresas, as micro e pequenas empresas são as mais afetadas, com 35% dos celetistas em escala 6×1. Por setor, os impactos seriam maiores nas companhias aéreas e em hotéis e pousadas, que possuem mais de 50% dos funcionários nesse regime de trabalho.

Bares, lanchonetes e restaurantes apresentam uma fatia de 47,1%, enquanto o comércio registra 42,2% e a indústria de coque, derivados, petróleo e biocombustível tem 39,8% dos funcionários em escala 6×1. Além disso, o Ministério está analisando os impactos econômicos da mudança, de forma a contrapor as análises das associações empresariais. Segundo a CNI, a mudança para 40 horas semanais pode resultar em um aumento de até R$267,2 bilhões nos custos empresariais por ano.

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