Avanço da maré altera funcionamento de barracas e causa prejuízos na Praia da Lagoinha, no Ceará.
Trabalhadores explicam que maré mais alta continua afetando atividades na primeira semana do ano. Fenômeno retoma discussões sobre medidas para conter avanço do mar.
Vídeos mostram diferença em barracas na Praia da Lagoinha devido ao avanço da maré. Imagens revelam a transformação causada pela força das águas, demonstrando os impactos nas estruturas de praia.
A ressaca do mar que causou prejuízos a barracas da Praia da Lagoinha, na região metropolitana de Fortaleza, foi a mais forte vista nos últimos 20 anos, conforme relatos dos trabalhadores locais. A praia, localizada no município de Paraipaba, é um dos destinos turísticos do Ceará e também é afetada pela erosão costeira.
Com a persistência do fenômeno da ressaca na primeira semana do ano, empresários e gestores buscam implementar medidas paliativas enquanto discutem soluções de longo prazo para os desafios do avanço do mar.
As intervenções emergenciais incluem avisos aos banhistas e clientes sobre os horários de frequentar a praia, isolamento de trechos da orla e a instalação de pedras e sacos de areia para tentar conter a força das ondas.
O problema da ressaca teve impactos no turismo e nas estruturas das barracas na faixa de areia neste início de ano. No entanto, estudos técnicos estão em andamento para projetos de engenharia de longo prazo, conforme a Prefeitura de Paraipaba.
Em um levantamento da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o município enfrenta quatro pontos críticos de erosão em sua orla. A situação é parte de um cenário mais amplo que afeta as 20 cidades litorâneas do Ceará, todas impactadas pela erosão costeira.
Paraipaba é uma das cidades que deve enfrentar intensas erosões até 2030, conforme estudo da Universidade Federal do Ceará. A projeção indica que metade da costa cearense pode perder pelo menos 10 metros de faixa de areia até 2040, apontando a gravidade do problema a longo prazo.




